segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Referências para o post anterior

http://pt.wikipédia .org/wiki/Design_inteligente

Richard Dawkins: "O maior espectáculo da Terra - As evidencias da evolução"
1ª Edição: 2009

DI vs Evolução: Dover

A teoria da evolução afirma que as espécies evoluiram a partir de um ancestral comum através de processos de selecçao natural (a nível dos genes), baseando-se em vários tipos de evidências (anatomia comparada, registo fóssil, genética...). É sabido (pelo menos por quem quer saber) que a prova mais importante relativa á evolução é o facto de, entre os cromossomas humanos existir um que apresenta 2 centrómeros e telómeros não só nas pontas como no meio dos cromossomas.
Esta descoberta genética confirma o facto de termos um ancestral comum com os chimpanzés, gorilas e orangotangos, que têm 24 pares de cromossomas, tendo assim sido encontrado o nosso 24º par.
Este e o argumento do registo fóssil foram os principais utilizados no julgamento de Dover.
Nesta cidade do estado de Delaware nos E.U.A., o concelho escolar (constituido spor habitantes eleitos pela comunidade) exigiu aos professores de ciencias que passassem a ensinar o DI como teoria alternativa á evolução. Os professores e alguns pais indignados levaram o caso a tribunal afirmando que se tratava de imposição de crenças religiosas disfarçada de ciencia, o que vai contra a constituição americana.
Enquanto que a teoria da evolução estabelece relações directas entre as várias espécies o DI afirma que somente a microevolução poderá ser considerada, que o aparecimento de novas espécies é devido, não á selecção natural, mas a uma concepção inteligente, hipótese apoiada sobretudo na chamada complexidade irredutivel de determinados orgãos já abordada anteriormente. O principal defensor desta ideia de complexidade irredutivel é o bioquímico Behe, autor da caixa negra de Darwin. Esta hipótese não é aceite pela comunidade científica. É no máximo considerada por esta como uma hipótese filosófica, pois é verificável a apenas aparente complexidade irredutível.
É óbvio que quem ganhou o julgamento em 2005 foi a teoria da evolução e em Dover, ainda hoje esta é ensinada como a única teoria científica devidamente creditada sobre a questão.
O silencio (dos criacionistas) é de ouro...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Clonagem humana?





A clonagem, uma das muitas técnicas desenvolvidas com base na engenharia genética é definida pela associação médica americana como a produção de organismos genéticamente idênticos através de transferência nuclear de células corporais. Já fui a favor da clonagem humana de indivíduos completos. No entanto já nao é essa a minha posição. Apenas concordo com a clonagem terapêutica. Mas até essa tem enfrentado os entraves de uma sociedade retrógada, dominada por crendices medievais, que ainda hoje prevalecem e se opõem ao progresso.

Há quem considere a possibilidade inerente do aparecimento de um mercado negro de órgãos e fetos clonados, a fim de obter lucros. Este é um dos argumentos de quem se opõe á prática da clonagem. Mas este argumento é uma espada de 2 gumes, pois com a legalização e fiscalização desta prática o risco da clandestinidade diminui substâncialmente.

Mas o argumento predominante da "Liga Anti-clonagem" é o facto da clonagem terapêutica incluir a prática abortiva. É claro que não se trata de uma prática abortiva tardia, não sendo causado qualquer tipo de sofrimento; mas já se sabe que quem é contra a interrupção voluntária da gravidez é contra a clonagem (terapêutica). No entanto acredito que se a vida de alguém que se tivesse revelado militantemente contra a clonagem dependesse desta, a sua posição mudaria num piscar de olhos, embora possam existir casos em que o fanatismo leva a situações extremas: alguns jeovás, por exemplo, n recorrem a determinado tipo de tratamentos, pois a sua religião n o permite.

A problemática da clonagem terapêutica, dos O.G.M. e do aborto é em muito semelhante á problemática da evolução: ambas se opõem ás concepções religiosas da sociedade de a nível mundial. A teoria da evolução foi enunciada na década de 1850 por Charles Darwin, mas ainda hoje é criticada e contraposta não por argumentos científicos aceites como válidos, mas por pressupostos medievais ou por falsas analogias, inclusivamente por membros da comunidade científica. A única diferença é mesmo o nº de anos em que se tem arrastado a negação da teoria da evolução e o nº da anos em que as outras descobertas têm sido censuradas, que , na minha modesta opinião, só existe devido á disparidade temporal entre umas e outras.

O.G.M.?

O.G.M.

O que significa? organismos genéticamente modificados.

O que são? Espécies alimentares que são modificadas de modo a proporcionar determinados benefícios, desde a sua conservação aos efeitos na saúde humana (melhoria dos valores nutricionais, produção de substâncias que funcionam como vacinas,...).

Apesar de tudo isto a maioria da população não "confia" na qualidade desses alimentos. As controvérsias vao desde os impactes ambientais aos impactes na saúde humana.

Devido ao facto de alguns produzirem substâncias que evitam o uso de pesticidas, argumenta-se que isso poderá ter impactes negativos na cadeia alimentar. No entanto se fossem utilizados pesticidas o impacte seria o mesmo. Por outro lado, se o controlo for atarvés de uma substância produzida pela planta evita-se a pluição dos solos e da água.

Quanto aos riscos para a saúde humana, destacam-se: tendência para provocar reacções alérgicas, défice nutricional ou toxicidade. Na realidade não existem estudos conclusivos que apoiem estas alegações. Reacções alérgicas? há muita gente alérgica á manteiga de amendoím e esta não é retirada do mercado por causa disso. Défice nutricional e toxicidade? não me parece, esses alimentos foram modificados exactamente para melhorar os níveis nutricionais não para os piorar. Mas como tudo o que é progresso encontra sempre resistência, não era de esperar outra coisa.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Evolução: Evidências



Este post vem a propósito de algumas questões colocadas sobre estruturas complexas que se verificam em vários animais, incluindo na espécie homo sapiens sapiens (a nossa espécie) e sobre lacunas no registo fóssil (questões já referidas anteriormente) e ainda a propsito dos argumentos neo-darwinistas, baseados na genética (investigação científica com base na bioquímica).

Já anteriormente foram referidas as questões que determinadas pessoas colocaram:

1. A da complexidade irredutivel, agora referindo-se a orgãos complexos presentes em muitas espécies actuais (incluindo a nossa) - ex. os olhos.

2. Lacunas fósseis, agora com exemplos e dados mais concretos.

Uma das maiores falhas apontadas á teoria da evoluçao é n conseguir explicar a complexidade e o funcionamento integrado de vários orgãos animais, sendo o exemplo mais célebre o olho.

Os olhos não podem funcionar sem estarem totalmente formados?

O Dr. Nielson, cientista sueco, pensa que, na realidade os olhos evoluiram n uma mas várias vezes, num processo gradual. Segundo o modelo que este criou um pedaço de pele fotosensível ir-se-ia afundando ao longo de milhares de gerações.

Em relação ás experiências que realizou:

a. A direcção de 1 lâmpada torna-se mais clara á medida que a profundidade aumenta

b. Cada estágio eolutivo oferece vantagem em relação ao anterior (selecção natural)

c. Ainda existem animais (como o nautilo) que ainda apresentam formas intermédias

d. Ao utilizar um modelo de íris que pode ser fechado gradualmente, verifica-se que quanto mais pequena é, mais nítida a imagem.

e. Noa animais o que permite focar a imagem é o cristalino, que na experiência foi substituído por uma lente inflável de água, injectando água na lente, o que permitiu, então focar; na natureza , o líquido transparente terá provávelmente ficado mais espesso.

Achei esta explicação bastante provável (mais do que a do design inteligente), no entanto não deixando de ser falível como na maioria das vezes acontece quando se fala em conjecturas científicas (ainda que testáveis).

Outra das grandes falhas constantemente apontadas á teoria da evolução é o facto do registo fóssil estar inconpleto. É claro que já foram encontrados vários fósseis de transição, como o archeopterix e mesmo fósseis de transição de primatas (ancestrais do homem), vários (homo erectos, homo habilis) entre o ancestral comum com os chimpazés e o homo sapien sapiens. Contudo há quem só saiba apontar o que n foi descoberto e n dê valor científico ás evidências já conhecidas, o k é um tremendo erro para quem pretende seguir qualquer modo de pensamento científico.

É verdade que existem fósseis de transição que ainda n são conhecidos dos cientistas ou n o eram até há pouco tempo.

Um destes exemplos é a forma intermédia entre peixes e anfíbios. Um cientista da universidade de Chicago, o Dr. Neil H. Shubin liderou uma equipa de paleontólogos para tentar descobrir este fóssil de transição numa ilha a cerca de 965 km do polo norte, pois as rochas existentes teriam 375 milhões de anos. Este fóssil demorou mais de 5 anos a ser descoberto. Só em 2004 os objectivos foram atingidos e a descoberta foi publicada na revista "Nature". Isto demonstra uma grande dificuldade em encontrar fósseis e digo mesmo que os cientistas têm muita sorte em terem encontrado tantos, inclusivamente fósseis de transição.

O fóssil apresentava as seguintes características:

a. Escamas e membranas natatórias

b. Cabeça achatada

c. Cabeça, pescoço bem diferenciadas do resto do corpo

d. Os ossos das barbatanas eram semelhantes aos dos animais terrestres, inclusivamente aos do nosso braço.

Aqui está "mais uma prova" da teoria da evolução.

A teoria de Darwin só foi aceite pela comunidade científica após a sua morte, pois só então algumas descobertas novas puderam comprovar e aperfeiçoar a teoria original, incluindo o registo fóssil e dados da bioquímica e da genética.

Realmente partilhamos alguns (ou até muitos) genes com outras espécies, oque sugere que temos algo em comum:

a. cerca de 96% com os chimpanzés

b. cerca de 75% com os cães

c. 1/3 com os narcisos.

Tanto os golfinhos como as baleias são mamíferos e n peixes. Como terá isto acontecido?

Segundo uma perspectiva darwinista os ancesrais dos golfinhos teriam pernas que passaram a barbatanas... mas como tudo isto se processou a nível dos genes?

É observável que houve peixes que também perderam parcialmente a cauda, existindo ainda nas 2 "versões" (Gasterosteidae). Os processos nestes 2 animais são semelhantes, pelo que o último foi utilizado como modelo.

Os estudos demonstraram que um determinado gene (factor de transcriçao pitx1), que coordena a actividade de vários outros genes está relacionado com o crescimento desse orgão. Mas a diferença verificada não está no gene, mas numa porçao de DNA nas proximidades que se liga a uma determinada substância, o que activa o pitx1 e desencadeia a transcrição de outros genes responsáveis pelo crescimento do membro. Isto n se verifica nos peixes sem cauda, pois ocorreu uma pequena alteração que invalida a ligaçao com a substância necessária para desencadear o processo.

http://www.youtube.com/watch?v=ha-Yf1ItqcI

Como pode ser verificado através deste exempo, os dados da bioquímica e da genética têm confirmado os factos, na medida em que a teoria da evoluçao ainda é a mais aceite pela comunidade científica.

Espero que tenha sido uma exposição elucidativa dos factos.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sobre o referendo 2007 em Portugal

Em 2007 houve em Portugal um referendo para avaliar se era válido, baseado no voto da população, permitir a interrupação voluntária da gravidez. O Sim ganhou indiscutivelmente. No entanto só cerca de 25% da população votou "sim", pois a abstenção excedeu os 50% dos portugueses. Isto transmite a ideia de que, embora não seja tão militantemente criticado como noutros países, o aborto premanece um tabu para muitos ou, para outros tantos, é um assunto sobre o qual ainda n tinham tido oportunidade de formular opinião. Isto é de facto muito, muito preocupante quando se trata de um país supostamento desenvolvido, inclusivamente em termos de informaçao na área da saúde. Talvez, nem mesmo os países mais liberais em termos de religião estejam ainda preparados para aceitar o livre arbítrio das mulheres, direito este que contraria algumas das ideias do fundamentalismo religioso (Cristão, neste caso).


Sobre o aborto clandestino...