terça-feira, 17 de julho de 2012

Evolução vs Criação II

Sobre este assunto, continuam a não restar dúvidas sobre a creditação científica da Teoria Sintética da Evolução - o que não significa que não possam existir dissidências.  Sobre os seus mecanismos e os seus fundamentos, penso que estes continuam o mais sólido que a ciência pode alcançar actualmente - ao contrário do que verifiquei em muitos argumentos.
 Este post vem a propósito dos argumentos supra-referidos e de algumas questões colocadas sobre estruturas complexas que se verificam em vários animais, incluindo na espécie homo sapiens sapiens (a nossa espécie) e sobre lacunas no registo fóssil (questões já referidas anteriormente) e ainda a propsito dos argumentos neo-darwinistas, baseados na genética (investigação científica com base na bioquímica).
Aqui estão algumas questões que são frequentemente colocadas:
1. A da complexidade irredutivel, agora referindo-se a orgãos complexos presentes em muitas espécies actuais (incluindo a nossa) - ex. os olhos.

2. Lacunas fósseis, agora com exemplos e dados mais concretos.

Uma das maiores falhas apontadas á teoria da evoluçao é n conseguir explicar a complexidade e o funcionamento integrado de vários orgãos animais, sendo o exemplo mais célebre o olho.
Os olhos não podem funcionar sem estarem totalmente formados?
O Dr. Nielson, cientista sueco, pensa que, na realidade os olhos evoluiram n uma mas várias vezes, num processo gradual. Segundo o modelo que este criou um pedaço de pele fotosensível ir-se-ia afundando ao longo de milhares de gerações.
Em relação ás experiências que realizou:

a. A direcção de 1 lâmpada torna-se mais clara á medida que a profundidade aumenta

b. Cada estágio eolutivo oferece vantagem em relação ao anterior (selecção natural)
c. Ainda existem animais (como o nautilo) que ainda apresentam formas intermédias

d. Ao utilizar um modelo de íris que pode ser fechado gradualmente, verifica-se que quanto mais pequena é, mais nítida a imagem.
e. Nos animais o que permite focar a imagem é o cristalino, que na experiência foi substituído por uma lente inflável de água, injectando água na lente, o que permitiu, então focar; na natureza , o líquido transparente terá provávelmente ficado mais espesso.

Achei esta explicação bastante provável (mais do que a do design inteligente), quando se trata de conjecturas científicas devidamente testadas e fundamentadas.
Outra das grandes falhas constantemente apontadas á teoria da evolução é o facto do registo fóssil estar incompleto. É claro que já foram encontrados vários fósseis de transição, como o archeopterix e mesmo fósseis de transição de primatas (ancestrais do homem), vários (homo erectos, homo habilis) entre o ancestral comum com os chimpazés e o homo sapien sapiens. Contudo há quem só saiba apontar o que n foi descoberto e n dê valor científico ás evidências já conhecidas, o k é um tremendo erro para quem pretende seguir qualquer modo de pensamento científico.

É verdade que existem fósseis de transição que ainda não são conhecidos dos cientistas ou n o eram até há pouco tempo.
Um destes exemplos é a forma intermédia entre peixes e anfíbios. Um cientista da universidade de Chicago, o Dr. Neil H. Shubin liderou uma equipa de paleontólogos para tentar descobrir este fóssil de transição numa ilha a cerca de 965 km do polo norte, pois as rochas existentes teriam 375 milhões de anos. Este fóssil demorou mais de 5 anos a ser descoberto. Só em 2004 os objectivos foram atingidos e a descoberta foi publicada na revista "Nature". Isto demonstra uma grande dificuldade em encontrar fósseis e digo mesmo que os cientistas têm muita sorte em terem encontrado tantos, inclusivamente fósseis de transição.
O fóssil apresentava as seguintes características:
a. Escamas e membranas natatórias

b. Cabeça achatada

c. Cabeça, pescoço bem diferenciadas do resto do corpo
d. Os ossos das barbatanas eram semelhantes aos dos animais terrestres, inclusivamente aos do nosso braço.
Aqui está "mais uma prova" da teoria da evolução.

A teoria de Darwin só foi aceite pela comunidade científica após a sua morte, pois só então algumas descobertas novas puderam comprovar e aperfeiçoar a teoria original, incluindo o registo fóssil e dados da bioquímica e da genética.

Realmente partilhamos alguns (ou até muitos) genes com outras espécies, oque sugere que temos algo em comum:
Chimpanzés: 95%
Narciso: 33%

Mosca das fruta (Drosophila melanogaster) 45%

Rato (Mus musculus) 89%

Verme (Caenorhabditis elegans) 26%

Erva (Arabdopsis thaliana) 21%

Bactéria (Escherichia coli) 9%

Tanto os golfinhos como as baleias são mamíferos e não peixes. Como terá isto acontecido?
Segundo uma perspectiva darwinista os ancesrais dos golfinhos teriam pernas que passaram a barbatanas... mas como tudo isto se processou a nível dos genes?
É observável que houve peixes que também perderam parcialmente a cauda, existindo ainda nas 2 "versões" (Gasterosteidae). Os processos nestes 2 animais são semelhantes, pelo que o último foi utilizado como modelo.
Os estudos demonstraram que um determinado gene (factor de transcriçao pitx1), que coordena a actividade de vários outros genes está relacionado com o crescimento desse orgão. Mas a diferença verificada não está no gene, mas numa porçao de DNA nas proximidades que se liga a uma determinada substância, o que activa o pitx1 e desencadeia a transcrição de outros genes responsáveis pelo crescimento do membro. Isto n se verifica nos peixes sem cauda, pois ocorreu uma pequena alteração que invalida a ligaçao com a substância necessária para desencadear o processo.
http://www.youtube.com/watch?v=ha-Yf1ItqcI

Outro exemplo de um argumento Neo-darwinista  é a lei biogenética de Muller-Haeckel, que afirmava que as fases embriológicas apresentavam, não estruturas de animais primitivos adultos, mas estruturas de embriões das espécies ancestrais.

Relativamente aos mecanismos que "auxiliam" a selecção natural, ou seja, que podem ser os causadores de mutações que fazem com que os genes de determinados individuos sejam seleccionados, temos o exemplo dos vírus (tanto de DNA como de RNA, que seriam os mais comuns no mundo primitivo), que são muitas vezes responsáveis por mutações que podem até ser transmitidas á descendência, dependendo dos tecidos/células que infectam.

Como pode ser verificado através destes exemplos, os dados da bioquímica e da genética têm confirmado os factos, na medida em que a teoria da evoluçao ainda é a mais aceite pela comunidade científica.

Por definição, o Criacionismo científico e o a Hipótese do Design Inteligente (#), além de reprovarem o facto da macroevolução, reprovam a Teoria da Abiogénese - que, mais uma vez é a mais aceite entre a comunidade científica, pois foi corroborada por vários testes experimentais: experiência de Urey-Miller, na qual foram produzidas várias moléculas orgânicas, entre as quais aminoácidos; reanálises publicadas em Outubro de 2008 do material original da experiência, mostraram a presença de 22 aminoácidos ao contrário dos 5 que foram criados no 1º aparelho.
Os Replicadores seriam, possivelmente, moléculas semelhantes ao nosso DNA. Estas poderiam ligar-se a outras moleculas orgânicas, havendo cada vez mais cópias dessas moléculas que foram ganhando diversidade através de erros na transcrição (mutações) não letais, mas sim benéficas.

A questão da Dissidencia Cientifica do Darwinismo é algo que pode criar uma certa ilusão a quem lê ou ouve esta expressão, pois:
1.  O documento citado é denominado Dissidencia cientifica do Darwinismo, certo? Só pela palavra dissidência se verifica que não é a decisão científica da maioria.

 2. O facto de não se estar de acordo com a Teoria Sintética da Evolução não significa que se esteja obrigatóriamente a defender qualquer outra teoria específica ou o Criacionismo científico ou mesmo o Design inteligente - existem outras teorias (Ex.: Panspermia e outras suas derivadas).

3. Escrever citações de cientistas ditos criacionistas (aceitam/defendem o conceito de criação divina)  cujos termos utilizados são "sugere um planeamento" ou "aparente Design" ou outras semelhantes não é de todo convincente para alguém com um espírito minimamente crítico, pois estas não indicam de forma alguma que estes individuos sejam proponentes do criacionismo - eu própria já utilizei a expressão "aparente design" ou "planeamento".

Relativamente a cientistas da actualidade que apoiam incondicionalmente a Teoria da Evolução posso dar um exemplo: Richard Dawkins. Este defende na sua obra de divulgação científica que o gene (e não a espécie ou mesmo o individuo) é a unidade básica da da selecção natural, tendo esta como base a selecção de genes a partir de determinado fundo genético de acordo com as capacidades que proporcionam aos organismos em que se encontram. Isto deita por terra o mito de que a Selecção Natural é aleatória.
Ao longo do texto, Dawkins explica alguns comportamentos aparentemente altruistas de certos individuos (animais e humanos) de acordo com esta tese e apresentando argumentos válidos apoiados por uma breve e simples análise estatística de certas situações, como por exemplo no caso de um grupo de leões, estes caçam uns para os outros (as femeas caçam umas para as outras e para os machos), correndo alguns riscos, no entanto, ao avaliar a probabilidade de partilha de genes entre individuos, é verificável que entre si têm uma probabilidade de partilhar genes superior á probabilidade entre primos e inferior á probabilidade entre irmãos, sendo então vantajoso para os genes (e não para o individuo) correr alguns riscos para o bem da comunidade.
Dawkins vê-nos como máquinas génicas, mas no entanto admite que (devido á nossa complexidade de pensamento) temos livre arbitrio e não são apenas, mas maioritáriamente, os genes que contam.
Relativamente a esta ultima frase, deixo a sugestão para todos os que lerem este post: usem o vosso livre arbítrio, não deixam que vos façam lavagens ao cérebro.

(#)Nota 1: Criacionismo Científico não é o mesmo que Design inteligente: O primeiro refere-se á teoria de que Os factos são os relatados no livro Génesis (excepto a idade da Terra) e de que estes podem ser apoiados por factos científicos (sendo aceite a microevolução por alguns proponentes); O D.I. aceita a microevolução e baseia-se na complexidade irredutivel - princípio que afirma que algumas estruturas biológicas são demasiado complexas para terem evoluido gradualmente, sendo assim produto de um design inteligente.

Nota 2: No post anterior ("Ainda sobre Evolução vs Criação") e nos comentários referidos no mesmo pretendo fazer algumas correcções: queria  dizer década de 1970 e não década de 1960 e relativamente á década de 1930, estava a referir-me a outra data mencionada ("1929") no post original do Blog que visitei (http://teologialogica.blogspot.pt/2011/09/evolucao-x-criacao-parte-4.html ) que acabei por não especificar correctamente.        

  Referências Bibliográficas:

 "O maior espectáculo da Terra - As evidencias da evolução" - Richard Dawkins
1ª Edição: 2009
"O Gene Egoísta" - Richard Dawkins
"A Caixa Negra de Darwin" - Michael Behe
"Atualização em Biologia Molecular" - Drª. Eliana Dessen - Centro de Estudos do Genoma Human, Instituto de Biociências da U.S.P.
"Complexidade irredutivel", Disponível em: http://pt.wikipédia.org/wiki/complexidade_irredut%C3%ADvel
"Miller-Urey experiment", Disponível em:http://en.wikipedia.org/wiki/Miller%E2%80%93Urey_experiment
"A fascinante evolução do olho" - Dr. Trevor D. Lamb, Scientific American Brasil, Agosto 2011 (edição  111), disponivel em:


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ainda sobre Evolução vs Criação

Sobre o debate Evolução vs Criação, penso que já deixei bastante clara a minha posição. A Evolução é um facto cientifico irrefutável até á data e a abiogénese das primeiras formas de vida que está em concordância com a Teoria Sintética da Evolução está perto disso. Isto não é apenas a minha opinião mas algo que é aceite pela maioria dos elementos da comunidade científica.
O autor dos 2 comentários ao post sobre Evolução vs Criação respondeu a um comentário meu que focava exactamente um dos ultimos pontos desse mesmo post - o argumento de que a criação divina é aceite por muitos membros da comunidade científica, sendo que os exemplos citados não viveram além dos anos 60 de um modo geral e do que os anos 30 neste caso específico. No ultimo comentário sugeriu que eu visualizasse o seu ultimo post (disponível em:http://teologialogica.blogspot.com.br/2012/07/cientistas-favor-de-deus.html) , que era uma espécie de desafio ao meu comentário. Neste, afirma que os ateus acham todas as citações que mencionam deus ultrapassadas e, por ultimo, faz uma nova lista de citações de cientistas que supostamente aceitam/defendem cientificamente a criação divina e que viveram até á actualidade ou próximo disso. Seria uma boa resposta, no entanto, mais uma vez a escolha tanto de personalidades como de citações não foi a melhor. Ao ler a minha resposta a este ultimo talvez se torne perceptível o que quero fazer notar:
" Boa tarde...tenho umas pequenas correcções a fazer: Quando disse no meu outro comentário que os cientistas citados não viveram além dos anos 60 estava a referir-me ao que tenho observado de um modo geral, mas relativamente ao seu post, os cientistas citados não viveram além dos anos 30, se bem me recordo. Não sou ateia nem "simpatizante de ateus", sou agnóstica. Quanto a este post, penso que seria uma óptima estratégia para a defesa dos seus pontos de vista se não fosse o facto de quase metade dos peritos aqui mencionados não se referirem (directa ou indirectamente) a um deus criador, mas sim á "sugestão" ou à "aparencia" de uma superinteligencia ou à ideia de "'quase' arquitectado" ou apenas que ciencia e religião devem ser amigas (ver Sir Fred Hoyle 1915-2001, Paul Davies 1946 - dias atuais e John Polkinghorne 1930 - dias atuais). Eu não quero dizer que os cientistas não podem ter/não têm crenças ou religião apenas por serem cientistas e inteligentes, mas penso que deveria escolher melhor os exemplos com os quais quer demonstrar que o seu ponto de vista é o correcto. Gostaria ainda de opinar que o que os argumentos que utiliza neste blog sobre o assunto não demonstram que o Criacionismo é a teoria mais aceite actualmente na comunidade cientifica, apenas reflecte (ou reflectiria) a opinião (científica ou pessoal) de um número limitado de cientistas que não estão inseridos (a maioria) na área das ciencias biológicas ou afins. Você tem de aceitar que as teorias mais aceites na comunidade cientifica relativamente á formação do universo, ao aparecimento da vida na Terra e á diversidade/complexidade biológica são respectivamente a Teoria do Big Bang, a Teoria da abiogénese e a Teoria Sintética da Evolução; o que não quer dizer que não possa ter as suas crenças pessoais."
Acho que não necessito de fazer uma lista de cientistas que não achem o mito da criação divina cientificamente correcto, pois basta ter frequentado o Ensino Secundário (Médio) para tomar conhecimento de que são estas as teorias aceites por uma maioria na comunidade cientifica e as mais correctas cientificamente.
Todos têm direito ás suas crenças pessoais e não devem pretender que estas se transformem em verdades absolutas universais.
Penso que argumentar, fazendo generalizações precipitadas de casos particulares (que constituem uma minoria) não é válido, pois constitui uma falácia (no verdadeiro sentido do termo). Escolher exemplos duvidosos ou dúbios para provar que um ponto de vista está correcto não é a melhor maneira de se vencer um debate real.





O eterno debate criacionismo vs criacionismo






"People", pela ultima vez: parem de me seguir!
         

Testes de personalidade: religião

Ainda hoje deparei-me com um teste de personalidade online sobre espiritualidade, moral e religião. Eu penso que, por estranho que possa parecer, este teste tem um propósito bastante válido, pois ao longo da minha vida tenho-me deparado com pessoas que afirmam pertencer a determinada religião/subgrupo religioso (ou não) mas não serem sempre coerentes com essa afirmação. Eu realizei o teste (grátis) por curiosidade e os meus resultados foram aproximados ás minhas expectativas, tendo apenas como dissidente a categoria "Nontheist" (Não teísta/Ateu), na qual esperava uma maior percentagem de correspondência:
  1. Unitarian Universalism (100%)
  2. Secular Humanism (93%)
  3. Liberal Quakers (83%)
  4. Theravada Buddhism (77%) (Budismo não teísta)
  5. Neo-Pagan (69%)
  6. Nontheist (66%)
Apresento apenas os 6 resultados mais relevantes (com o respectivo link para quem não sabe o que significa) e deixo aos leitores o link do teste:
  http://www.beliefnet.com/Entertainment/Quizzes/BeliefOMatic.aspx.   

domingo, 15 de julho de 2012

Celebridades: teorias da conspiração

Vários blogues de fãs cristãos de determinado artista e sites oficiais de organizações cristãs publicam a cada instante mensagens sobre a manipulação da industria musical por uma organização chamada "illuminati". Este termo é especificamente referentes a uma sociedade secreta baseada no movimento iluminista e fundada a 1/5/1776 cujo principal objectivo impor uma Nova Ordem Mundial (Soldados da Nova Ordem), o que inclui o fim do domínio das grandes religiões (religiões do livro), incidindo especialmente sobre a igreja católica e a religião Cristã em geral, Os membros desta organização veneravam a sabedoria e a ciência tendo como simbolo a coruja de Minerva (Deusa da Sabedoria). Na era pós-moderna (a nossa), também é usado para designar uma suposta organização que controlaria os acontecimentos a nível mundial e os ideais das sociedades ocidentais em geral. Esta seria uma versão moderna ou uma continuação dos primeiros illuminati. Esta hipótese tem como principal apoio o número de pessoas que a toma como verdadeira; por outras palavras, os illuminati pos-modernos são um mito urbano, alimentado pelos teóricos da conspiração, sobretudo os fanáticos cristãos que vêm uma ameaça em tudo o que pensa por si próprio...
Segundo estes teóricos da conspiração, os illuminati controlam a industria musical e determinados artitas, conseguindo assim passar mensagens subliminares ao publico. É uma hipótese muito rebuscada, mas tem o seu sustentáculo na quantidade de pessoas que acreditam nessa conspiração. A maioria dos artistas não são muito religiosos (ainda que acreditem em algo de sobrenatural) e mesmo muito poucos seguem os preceitos das religiões cristãs, mesmo tendo sido educados no cristianismo durante muito tempo (Nelly Furtado, Beyonce, Rihanna, Jay-Z, Alicia Keys, Katy Perry, Lady Gaga, Christina Aguilera...). Este facto aborrece muitos cristãos, pois pensão que isso minimiza a importância das suas crenças religiosas, não contribuindo para cativar pessoas á fé cristã.
Por outro lado, os artistas que de facto seguem declaradamente o cristianismo são aclamados pelo publico como sendo um exemplo a seguir pelos que estão a ser aliciados pela organização illuminati. Entre estes, (actualmente) encontram-se Justin Bieber, Kelly Rowland, Mariah Carey, Fergie, Chris Brown (embora actualmente se pense que está associado a cultos maçónicos, tal como a cantora Jordin Sparks). Normalmente uma acusação nunca vem só: um artista não pode ser apenas illuminatti, tem que ser satânico, pagão, adorador de deuses(as) maus, ateus, etc. Os cristãos de um modo geral nunca prezaram a tolerância religiosa, mas era de esperar que em 2012 isso tivesse sido no mínimo atenuado. Não, o controlo da mente não é ralizado por nenhuma sociedade mítica mas sim pelos adeptos de uma religião actualmente em vigor: o cristianismo.       

Referências Bibliográficas:

" Anjos e Demónios" - Dan Brown
"Illuminati: os Soldados da Nova Ordem" - Revista Superinteressante, Novembro de 2008, Disponivel em: http://super.abril.com.br/cultura/illuminati-soldados-nova-ordem-447849.shtml
"Illuminati", Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Illuminati     
"The Hollowverse - Christina Aguilera", Disponível em: http://hollowverse.com/christina-aguilera/
"The Hollowverse -Beyonce", Disponível em: http://hollowverse.com/beyonce/
"Alicia Keys Discusses God", Disponível em: http://viklife.com/video/alicia-keys-discusses-god

terça-feira, 26 de junho de 2012

Criação vs Evolução

Voltando ao tema que me levou a começar este Blog...
Um dos argumentos (comum a criacionistas "clássicos" e adeptos do design inteligente) é a probabilidade insignificante do surgimento aleatório da complexidade da vida. A grande falha deste argumento é o facto verificável de que os processos evolutivos não são de todo aleatórios. Outro dos seus argumentos preferidos é que a terra tem as condições exatas, necessárias ao aparecimento e manutenção da vida como a conhecemos, o que por si só não significa mais do que uma explicação óbvia para o facto da terra ser o único planeta do sistema solar (actualmente) que tem vida. Agarrando-se ás ideologias e concepções de cientistas de outros séculos que argumentavam a favor de uma entidade criadora inteligente (Abraham Cressy Morrison - 1884-195, Isaac Newton - 1643-1727) não têm em conta a discrepancia histórica/temporal que nos separa dessas conjecturas e ideologias. Ainda outra ideia é a de que, ainda que haja provas da evolução e teorias aceites pela ciencia para explicar o aparecimento da vida na terra, não há provas de que tudo isso não foi desencadeado (ou controlado) por um criador inteligente (Deus, dependendo de quem argumenta). Não é necessário que se prove que o criador não existe, mas sim que as pessoas se apercebam de que não há provas da sua existencia e que o criador teria que ser mais complexo do que a criação e do que os processos que desencadeou ou controlou. Por este motivo, seguindo a regra de Ockham (do lógico inglês William de Ockham) - "Se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações de um fenómeno, a mais simples é a mais provavel", a explicação mais simples é a que não inclui a existencia de um criador supercomplexo, pois os processos de génese da vida como a conhecemos não variam muito nas várias explicações, atendendo a que o argumento da complexidade irredutivel é completamente refutado até pelo simples senso comum, pois um ser vivo não se "constrói" todo de uma só vez, sendo que os seres vivos que conhecemos tiveram que ser concebido ou evoluir passo a passo, molécula a molécula, célula a célula... A grande diferença é: Selecção natural ou criador supercomplexo?
Ainda sobre o debate Criação vs evolução, aqui deixo um link de um artigo que achei interessante e bastante informativo sobre este tema:
 http://www.biblia-ciencia.com/criacao-vs-evolucao-links.htm
Deixo também o esclarecimento de alguns erros comuns que tenho observado:

1. A igreja não se opõe á teoria da evolução e aceita uma evolução teísta/guiada: estamos perante uma contradição pois segundo a Teoria Sintética da Evolução esta é orientada pela selecção natural relativamente á predominancia de determinados genes no "fundo".

2. A evolução é apenas uma teoria e não um facto: este é um erro muito frequente existe uma Teoria (Sintetica) da Evoluçao e existe também o facto comprovado e observável "evolução".

3. A Biologia ficaria melhor sem a evolução: Na realidade a biologia moderna e pos-moderna nunca poderia existir sem considerar o facto da evolução.

4. A evolução é rejeitada por muitos cientistas, que acreditam no criacionismo: é um dos argumentos mais utilizados pelos proponentes do criacionismo pelo que me tem sido dado a observar, as autoridades cientificas citadas normalmente não viveram além da década de 60 e é do conhecimento geral que na actualidade a Teoria Sintética da Evolução é a mais aceite entre os membros da comunidade cientifica (mesmo entre cientistas que têm alguma crença no sobrenatural ou em alguma religião), embora possam verificar-se algumas excepções á regra - por convicção ou conveniencia? 

5. A bioquimica não apoia a Teoria da Evolução, não sendo conhecidos os seu mecanismos: (ler os posts mais antigos sobre este tema).

6 (e ultimo). Os criacionistas gostam de levar os filhos ao zoo...



Os criacionistas odeiam ser seguidos por macacos...


Esta é a verdadeira evolução do Homo Sapiens criacionista (há o Homo Sapiens sapiens e o Homo Sapiens criacionista...)


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Michael Behe: anti-evolucionista por convicção?

Michael Behe é uma personagem controversa...
Corre pelos meios de comunicação virtuais que este não se apresentou como cristão (ou proponente de qualquer outra relligião), pelo menos publicamente e algumas das suas expressões parecem apoiar esta ideia. Numa entrevista concedida a Michelson Borges, o autor afirma: "Eles também não vêem que há uma distinção entre chegar a uma conclusão simplesmente pela observação do mundo físico, como se espera que um cientista faça, e chegar a uma conclusão baseado na Bíblia ou em convicções religiosas." e ainda "O senhor vislumbra algum tipo de mudança de paradigma no futuro? Quem deverá mudar mais: a igreja ou a ciência? A ciência muda à medida que mudam os dados, embora leve tempo. Acredito que a ciência acabará se voltando ao Design Inteligente, pois é nessa direção que os dados apontam. Ao contrário da ciência, a essência da religião não muda.

Este discurso não se encaixa no perfil dos criacionistas, pelo menos dos criacionistas religiosos, nem isso, nem o facto deste continuar a leccionar assuntos relacionados com a teoria da evolução, apresentando os prós e contras da mesma e nem lhe passa pela cabeça que a mesma deixe de ser leccionada ou passe para 2º plano, pelo menos enquanto não for totalmente refutada. No entanto, na mesma entrevista: " Vários cientistas, como o zoólogo adventista Dr. Ariel Roth, defendem uma integração entre fé e ciência. Como cientista cristão, o senhor acha possível conciliar a visão científica com a religiosa? Acredito que por fim a ciência e a religião convergirão para a mesma verdade, pois só existe uma verdade."

Esta ultima afirmação é uma "frase feita", utilizada por vários Cientistas que se dizem religiosos e por leigos que "defendem uma integração entre fé e ciência". No entanto não se encaixa nas restantes afirmações da entrevista.
Tenho assistido a várias entrevistas e debates nos quais participam membros da comunidade científica que se dizem crentes numa religião (sendo, de um modo geral, cristãos). Já assisti ao uso de argumentos morais, criacionistas ou ambos, sendo os exemplos que melhor ilustram estes ultimos as entrevistas e debates, entre os quais o debate (1 para1) entre Richard Dawkins e Francis collins (um dos responsáveis pelo Projecto genoma Humano), o qual traduz o seu profissionalismo como cientista e a sua fé inabalável no deus cristão na moral cristã e na criação do mundo pelo mesmo, características raras numa personagem tão controversa. Aqui fica o link que mostra (em video) uma entrevista com este cientista: http://www.youtube.com/watch?v=IfbPZd2DXlE. Francis Collins é coerente consigo próprio durante as entrevistas a que assisti relativamente á sua fé religiosa e ao impacto que esta tem nele como profissional, o qual consegue aparentemente gerir. No entanto este nega a fiabilidade científica da teoria do DI.
O autor d' "A caixa preta de Darwin" não é coerente consigo próprio nas entrevistas que concede, inclusivamente, tal como as afirmações acima transcritas  o demonstram.

Quando divulgaram a obra de Michael Behe apresentaram o autor como participante numa espécie de grupo de trabalho de membros da comunidade científica que não concordavam totalmente com a Teoria Sintética da Evolução, dos quais nem todos se afirmavam religiosos. Deste grupo, foi então o bioquímico Michael Behe que se destacou pela sua obra "A caixa preta de Darwin".

A Igreja  Católica é uma instituição religiosa muito rica e poderosa. Atrevo-me a dizer que é talvez a instituição religiosa mais abastada e que mais influências tem na sociedade em geral e nos países. desenvolvidos. Há apenas um senão na regalada existência da Igreja católica: a perda iminente de adeptos (a nível internacional). A motivação para que uma ideologia tenha aderentes é actualmente baseada em algo que siga uma lógica, pois as ameaças "tens que acreditar em deus e na Bíblia se não vais para o inferno" já não resulta nem com uma criança de 7 anos. O fiasco do "Julgamento da criação" em Dover reflete o estado de credibilidade das ideologias da religião cristã.

As afirmações que se seguem não têm fundamentos conclusivos nem têm o objectivo de difamar qualquer instituição; têm apenas por base as minhas opiniões e conjecturas acerca dos factos relatados neste post.

A Igreja católica necessita de alguem que seja científicamente credivel e predisposto para a contestação dos factos e teorias científicas existentes. Então, reune um grupo de cientistas (nem todos cristãos) num local relativamente isolado, entre eles Michael Behe. Algum tempo depois é publicado o livro "A caixa preta de Darwin". Esta é a minha reconstituição resumida dos factos, a qual também inclui que a igreja católica não só reuniu pessoas que poderia usar para divulgar a ideologia criacionista num meio "mais científico", mas também teve muita influencia nas hipóteses defendidas / elaboradas pelo autor da obra que se opõe á Teoria Sintética da Evolução, enquanto instituição de poder socio-económico e político.

Nota: A Entrevista mencionada no início do post foi originalmente publicada na obra "Por que creio" de  Michelson Borges.

Richard Dawkins: O gene egoista e As evidencias da Evolução

No verão de 2011 (mesmo antes de iniciar o ano académico) comecei a ler a obra de Richard Dawkins "O gene egoista" e de seguida "O maior espectáculo da Terra - As evidencias da Evolução", que terminei já na faculdade. Para mim que ainda sou estudante do ensino superior é uma obra de cariz científico mas acessível á compreensão geral, (como era objectivo do autor quando a redigiu). A tese central de todo o argumento é a de que o gene (e não a espécie ou mesmo o individuo) é a unidade básica da da selecção natural, tendo esta como base a selecção de genes a partir de determinado fundo genético de acordo com as capacidades que proporcionam aos organismos em que se encontram. Ao longo do texto, Dawkins explica alguns comportamentos aparentemente altruistas de certos individuos (animais e humanos) de acordo com esta tese e apresentando argumentos válidos apoiados por uma breve e simnples análise estatística de certas situações, como por exemplo no caso de um grupo de leões, estes caçam uns para os outros (as femeas caçam umas para as outras e para os machos), correndo alguns riscos, no entanto, ao avaliar a probabilidade de partilha de genes entre individuos, é verificável que entre si têm uma probabilidade de partilhar genes superior á probabilidade entre primos e inferior á probabilidade entre irmãos, sendo então vantajoso para os genes (e não para o individuo) correr alguns riscos para o bem da comunidade. Dawkins vê-nos como máquinas génicas, mas no entanto admite que (devido á nossa complexidade de pensamento) temos livre arbitrio e não são apenas, mas maioritáriamente, os genes que contam. Concordo com esta ideia apenas até certo ponto, pois são os genes que nos fazem aptos a usar esse pensamento, esse livre arbítrio, sendo este um factor preponderante na evolução e no nosso dia a dia. Sendo que depende dos genes, mais uma vez são estes que fazem as nossas características psicológicas e comportamentais porque "ditam" o modo como reagimos a estimulos exteriores e como este nos pode modificar.
Na 2ª obra que li o autor explica as bases dos argumentos da Teoria Sintética da Evolução que muitos de nós aprendemos no ensino secundário, relatando, inclusivamente experiecias (bem sucedidas) que visavam apoiar experimentalmente, com factos observaveis em laboratório, esta teoria que está a um passo de se tornar um facto cintífico. Foi realizada uma experiencia utilizando uma cultura bacteriana que foi evoluindo gradualmente, á medida que ia sendo submetidaa a alterações do meio (divergentes), pdendo no final distinguir-se grupos com características diferentes que podiam não ser já consideradas da mesma especie. Este é um dos momentos mais importantes desta obra, pois uma das  principais críticas á Teoria Sintética da Evolução é o "facto" de não se poder verificar/observar a evolução inter-especifica, quanto muito e apenas a evolução intra-especifica. Ler (por completo) estas 2 obras elucidou-me (ainda mais) sobre este assunto. Ambas são de leitura recomendável, mesmo a leigos.