quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Criacionismo: como rir até ás lágrimas
Os criacionistas são muito, mas muito empertigados nos dias que correm. Alguns, mesmo entre leigos, já não querem identificar-se com o termo criacionistas; eles preferem "inteligentistas" (1). Não consegui acreditar quando li pela primeira vez e tive que ler uma segunda. Ri até ás lágrimas. Haja paciência...
1.) http://darwinismo.wordpress.com/2012/08/27/fossil-africano-baralha-evolucionistas/ (nos comentários)
Evolução: dinossauros com penas e a birrinha dos criacionistas
Na China foi encontrado mais um dinossauro com penas, o deinonychosauro
(teropode) Eosinopteryx*, que
viveu há cerca de 140 milhões de anos (1). Tinha poucas penas, garras, cauda
óssea e era um bom corredor, que provavelmente não voaria (devido ás asas serem
muito curtas e características estruturais esqueléticas e musculares). Este foi
classificado como um dinossauro, mas de facto partilha características com as
aves (2). É um
óptimo exemplar com características intermédias.
Fóssil do Eosinopteryx
– notam-se as penas, as garras e a cauda.
O criacionista Ken
Ham já fez birrinha como uma menina da escola primária e disse que era um
pássaro (3), mas outros criacionistas um dia vão dizer que é um dinossauro e
nem vão conseguir chegar a um consenso.
* Nota: O
Archaeopteryx pode não ser incluído no grupo das aves, mas sim na base do grupo
dos deinonychosauros, mas estes e as aves são grupos “irmãos”, logo as
espécies basais seriam idênticas.
Referências:
1. http://www.bbc.co.uk/news/uk-england-hampshire-21181611
2. Godefroit
P, Demuynck H, Dyke G, Hu D, Escuillie F, Claeys P (2013) Reduced plumage and flight ability of a new
Jurassic paravian theropod from China. Nature Communications 4, 1394. doi:
10.1038/ncomms2389 (http://www.nature.com/ncomms/journal/v4/n1/full/ncomms2389.html e http://www.nature.com/ncomms/journal/v4/n1/extref/ncomms2389-s1.pdf)
Leitura adicional
recomendada: http://scienceblogs.com/pharyngula/2013/02/04/only-a-bird/#comment-833016
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Evolução: domesticação de cães
A domesticação de cães sempre foi usada para explicar o
modo como a selecção natural funciona, em analogia á selecção artificial. Os
cães são considerados como pertencendo a uma subespécie de lobo (Canis lupus familiaris), embora algumas
raças tenham incompatibilidades reprodutivas com os lobos.
Os investigadores Erik Axelsson
(Universidade de Uppsala, Suécia) e
colegas apresentam evidências, através
de novas análises genéticas, que sugerem que os lobos foram domesticados aquando do
advento da agricultura e fixação
humanas. Os cientistas sequenciaram
o DNA de 12 lobos
e 60 cães para
encontrar secções que evoluíram sob
pressão selectiva. Encontraram
diferenças nos genes relacionados com
o desenvolvimento do sistema nervoso
central, potencialmente relacionados com alterações comportamentais, permitindo aos cães modernos relacionar-se melhor com os humanos. Além
disso, eles descobriram que mutações em genes importantes para o metabolismo do amido
ajudaram os cães modernos a adaptar-se a uma dieta de amido em oposição a uma dieta como a dos lobos
carnívoros. No ensino básico era ensinado que os cães eram
carnívoros como os lobos. No entanto, estes comiam massa, arroz, sopa, batata,
entre outras coisas – mais uma vez a evolução explica as observações.
Referências:
Axelsson E, Ratnakumar A, Arendt M, Maqbool K, Webster MT, Perloski M, Liberg O, Arnemo JM, Hedhammar A, Lindblad-Toh K. The genomic signature of dog domestication reveals adaptation to a starch-rich diet. Nature (2013). doi:10.1038/nature11837 (http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature11837.html)
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Kenneth Miller: Cromossoma 2 humano
Kenneth Miller apresenta
detalhes sobre a descoberta da fusão telómero a telómero no cromossoma 2
humano: telómeros duplicados e o centrómero inactivo correspondente ao do
cromossoma 13 do chimpanzé.
(Para os criacionistas: quando
o Dr. Kenneth Miller explica, vocês calam-se, ouvem e tentam perceber, ok?)
Fósseis de transição: Avó ou Tia-avó?
Ao longo do registo fóssil é possível estabelecer-se padrões evolutivos através da anatomia comparada. Algumas formas têm características comuns a 2 tipos de animal diferentes - por exemplo, aves e répteis/ peixes e animais terrestres. Uma forma de transição não tem obrigatoriamente que ser um
ancestral directo de uma certa espécie, mas deve ser uma parente próximo do
ancestral, mostrando características intermediárias, ou seja, a prima da avó ou a tia-avó em vez
da avó. Isto porque no registo fóssil é muito improvável encontrar o que seria
exactamente o ancestral directo. Há vários fósseis que, não sendo tido como
certo serem os ancestrais de uma dada espécie ou tipo de ser vivo, podem
certamente ser incluídos nesta categoria. Fósseis de transição são muito
importantes para compreender a evolução de certas características e que ela
ocorreu. Um fóssil de transição é o Archaeopteryx,
que viveu á cerca de 145 milhões de anos e foi descoberto 2 anos depois da
publicação d’ “A Origem das Espécies” (1). Tem características intermediárias
entre dinossauros e aves e foi muito provavelmente um dos primeiros pássaros
(embora esta definição seja bastante subjectiva) (2). Algumas das suas
características são penas, asas, 3 dedos com garras e maxilar com dentes
afiados (3). É um óptimo fóssil de transição que demonstra a evolução de
características das aves a partir de dinossauros. Não consegui evitá-lo outra vez.
Cresci com os filmes do “Parque Jurássico”…
Referências:
* Nota: Para uma leitura adicional sobre formas de transição
devem ler o livro “Why Evolution is True (Jerry A. Coyne) ou a referência
número 1. Mas é melhor ler o primeiro e na íntegra.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
A vida quotidiana na arca de Noé…
Noé e a sua família tinham embarcado há já 2 dias e o cocó de
animal acumulava-se por toda a parte. A mulher de Noé, Sara estava sempre a
refilar com o marido: “Noé, já limpaste o cocó que o macaco fez hoje?!”, disse
ela. “Já lá vou…”, respondia o marido chateado. “Mas por que é tão urgente? Onde
está o cocó?” “Está na nossa cama! E colado ás paredes! Despacha-te!” “Estou a
ir… Que chata.” Depois de limpar o cocó do macaco, Noé foi tomar um banho, mas
como era cegueta enganou-se no compartimento e foi ter aos aposentos do elefante.
Noé pôs-se de baixo daquilo que pensava que era o chuveiro e tomou banho de água
quente “Estranho…”, pensou Noé. Á noite, Sara, depois de limpar o cocó dos porcos
e das ovelhas que estava espalhado por cima dos sofás, foi-se deitar com o
marido. “Cheiras a cocó de animal!”, disse o Noé. “Pelo menos não cheiro a xixi
de elefante!”. Noé cheirou-se. “Bolas! Voltei a enganar-me…” Pois é… como eles
não morreram todos de doenças é um grande, grande mistério da fé. E ainda dizem
que esta treta do dilúvio é verdade.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Evolução & Criacionismo: Ensinar a Controvérsia
Aplicando á realidade, os criacionistas neste momento não
passam de multidões alienadas que seguem a ditadura do Discovery Institute.
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