segunda-feira, 15 de abril de 2013

Epic fails



Não, não são epic fails dos criacionistas desta vez*.


*Nota: Para o mais recente epic fail criacionista procurem o texto sobre evolução de proteínas em que Douglas Axe e Anne Gauger disseram que uma proteína contemporânea não podia evoluir para outra sua “prima” (mas acho que já ficou tudo esclarecido, não?).

O criacionista e o Big Bang


Isto é uma boa caricatura da burrice criacionista:


O Mats, as "formas avançadas" e a escadinha evolutiva

No texto mais recente do blog Darwinismo (1), encontrei a seguinte expressão: "Evolução: Todos os animais que observamos hoje em dia são formas avançadas de precursores ancestrais (...)."  O que é que o Mats/ Lucas (o autor do blog) quer dizer com "formas avançadas"? É que isto dá a noção de uma escadinha, a qual tem um topo - a meta atingir e não algo que simplesmente aconteceu e que resultou numa árvore com vários galhos que se ramificam (e outros que são becos sem saída). Se é isso, o Mats está equivocado. Eu estou a apontar para este significado porque já vi essa noção de "escadinha" no discurso de outros criacionistas, mas posso ser eu a estar enganada a respeito do texto do Mats. 

Referências:

1. http://darwinismo.wordpress.com/2013/04/13/as-asas-do-gafanhoto-refutam-o-gradualismo-evolutivo/

Hipóteses sobre a evolução humana


Porque uma imagem vale mais que mil palavras, aqui ficam as 3 hipóteses sobre a evolução humana:



Legenda: Cada árvore filogenética representa uma hipótese sobre a evolução humana (cada cor representa uma espécie, sendo a azul a espécie ancestral. As setas indicam intercâmbio genético. A árvore a) representa a hipótese “fora de África”, a b) a multi-regional e a c) a hipótese “fora de África” modificada de acordo com os desenvolvimentos mais recentes. Estas árvores foram calculadas com base em dados genéticos.

Referências:



sábado, 13 de abril de 2013

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Deus e “O Dragão Na Minha Garagem”


“O Dragão Na Minha Garagem”

“Um dragão que cospe fogo vive na minha garagem.


Suponhamos que eu faça seriamente essa afirmação. Com certeza iria querer verificá-la, ver por si mesmo. São inumeráveis as histórias de dragões no decorrer dos séculos, mas não há evidências reais. Que oportunidade!

- Mostre-me – diz. Eu levo-o até à minha garagem. Você olha para dentro e vê uma escada de mão, latas de tinta vazias, um velho triciclo, mas nada de dragão.

- Onde está o dragão? – Pergunta.

- Oh, está ali – respondo, acenando vagamente. – Esqueci-me de lhe dizer que é um dragão invisível.

Propõe espalhar farinha no chão da garagem para tornar visíveis as pegadas do dragão.

- Boa ideia – digo eu –, mas esse dragão flutua no ar.

Então, quer usar um sensor infravermelho para detectar o fogo invisível.

- Boa ideia, mas o fogo invisível é também desprovido de calor.

Quer borrifar o dragão com tinta para torná-lo visível.

- Boa ideia, só que é um dragão incorpóreo e a tinta não vai aderir.

E assim por diante. Eu oponho-me a todos os testes físicos que propõe com uma explicação especial de “por que não vai funcionar”.

Qual a diferença entre um dragão invisível, incorpóreo, flutuante, que cospe fogo atérmico, e um dragão inexistente? Se não há como refutar a minha afirmação, se nenhuma experiência concebível vale contra esta, o que significa dizer que o meu dragão existe? A sua incapacidade de invalidar a minha hipótese não é absolutamente a mesma coisa que provar a veracidade dela. Alegações que não podem ser testadas, afirmações imunes a refutações não possuem carácter verídico, seja qual for o valor que possam ter por nos inspirar ou estimular nosso sentimento de admiração. O que eu estou a pedir é apenas que, na ausência de evidências, acredite na minha palavra.”

O texto acima é da autoria de um comentador do blog “Darwinismo” que assina “Carlos”, passado do português do Brasil para o português de Portugal. É claro que os criacionistas que o leram não entenderam a analogia com deus (ou fingiram que não entenderam). Isto é basicamente o que os crentes fazem relativamente ao seu deus, que aqui corresponde ao dragão invisível.


Dawkins, a escravatura e os criacionistas


Há uns tempos apareceu uma notícia (The Telegraph) (1) sobre o facto de antepassados do Richard Dawkins terem tido escravos. Em canais e sites criacionistas (por exemplo, no blog “Darwinismo”), instalou-se a histeria, como seria de esperar. Mas os criacionistas nem consideraram o contexto histórico, muito provavelmente de propósito.
Para quem não seja descendente de famílias de camponeses ou famílias pobres, é muito provável que já tenha tido antepassados/ familiares que tenham tido escravos. Ter escravos nessa época, pelo menos em Inglaterra, nada tinha de ilegal e, visto ser tão comum ter escravos provavelmente nem seria considerado imoral (o que muitas pessoas provavelmente considerariam imoral era a forma como os escravos de outros eram tratados e não ter escravos). É preciso ter em conta o contexto histórico dos acontecimentos.
Além de tudo o que foi dito, nada do que o Richard Dawkins fez ou disse demonstra que este é a favor de qualquer tipo de escravatura. Ele condena-a, visto que intitulou um dos seus documentários de "Slaves to superstition", tendo confirmado essa posição quando a notícia saiu (1). Mas é claro que para os criacionistas é muito mais fácil faltar ao respeito aos cientistas do que refutar a ciência.

Referências:

1. Slaves at the root of the fortune that created Richard Dawkins' family estate (http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/9091007/Slaves-at-the-root-of-the-fortune-that-created-Richard-Dawkins-family-estate.html