domingo, 28 de abril de 2013

Michael Behe & William Dembski, Ann Gauger & Douglas Axe

No fim-de-semana passado dei um salto a Nisa, entrei num café e para meu espanto vi 2 fotos, uma do Michael Behe com o William Dembski e outra da Ann Gauger com o Douglas Axe (os 2 idiotas das proteínas "primas"). Aqui estão elas:

Michael Behe & William Dembski



Ann Gauger & Douglas Axe (a Gauger deve ter emagrecido uns quilos)

sábado, 27 de abril de 2013

Evolução e Informação


Basicamente existem 2 definições de informação: a informação de kolmogorov e a de Shannon.

A informação de kolmogorov mede a informação numa sequência de símbolos e corresponde á menor descrição dessa sequência. Uma duplicação com divergência além de dar origem a um gene novo, pode aumentar o tamanho da descrição da sequência do genoma, assim como a tetraploidia nas plantas. 

Temos ainda a teoria da informação de Shannon, que é uma teoria probabilística. Shannon equacionou informação com diminuição na incerteza: I = -log2 (p), onde p é uma probabilidade. Esta definição é normalmente usada pelo William Dembski e é de notar que normalmente os seus cálculos baseiam-se em pressupostos falsos relativamente à evolução por selecção natural (por exemplo, no caso do flagelo bacteriano que Michael Behe afirma não poder ter evoluído desse modo), nunca tendo realizado um cálculo da probabilidade com significado para a teoria da evolução como ela é proposta.

Um bom modo de aumentar a informação de acordo com esta definição é a selecção natural e isto foi demonstrado por Thomas D. Schneider num artigo publicado em 2000 (1), relativamente aos locais de ligação de uma proteína artificial, usando o programa ev para simular o processo evolutivo que ocorre naturalmente a nível genético.

Referências:

  1. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC102656/

Nota: o artigo em questão foi publicado após revisão de pares – isto é importante e é algo que os criacionistas desprezam. 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A Evolução, Francis Collins e a negação da realidade

Um criacionista, escreveu um texto (1) em que apresentou uma entrevista com Francis Collins, para dar um exemplo de um cientista cristão. Mas a única coisa que conseguiu foi dar apoio à ideia de que a evolução é uma teoria científica suficientemente bem cimentada para que mesmo cristãos evangélicos como Collins (e eu poderia dar mais exemplos) não conseguem negar essa realidade (é claro que há sempre excepções à regra). E eu não consegui evitar deixar um comentário a perguntar porque é que o autor do texto não seguia o exemplo do Francis Collins e aceitava a realidade da evolução de uma vez por todas.

Referencias: 

1. http://teologialogica.blogspot.pt/2013/04/dr-francis-collins-fala-sobre-ciencia-e_1361.html (Nota: o comentário pode não aparecer, pois o blog tem moderação)

domingo, 21 de abril de 2013

O Discurso Criacionista


Ás vezes os criacionistas falam, falam, falam, mas não dizem nada de jeito – como aqui, por exemplo:

Lá vem o criacionista a zurrar! 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Probabilidades (CSI) e Evolução



A proposta inicial de Dembski era determinar a probabilidade de uma estrutura biológica se formar aleatoriamente e verificar se era superior ou inferior ao UPB (universal probability bound). Se fosse inferior, o design inteligente era detectado. O pior (para os criacionistas) é que isso não excluía a evolução por selecção natural e a dita “lei” da conservação da CSI nunca foi demonstrada. A segunda proposta já incluía a exclusão da selecção natural (pelas probabilidades), mas nenhuma tentativa foi realizada, ficando apenas a nova definição de CSI.
Para terminar, pelo que me tem sido dado a conhecer a evolução ocorreu, ocorre e os mecanismos de mutação e selecção natural funcionam. Parece-me que os métodos de detecção de design dos criacionistas é que não funcionam.

Adenda: Não é muito claro se Dembski no início propôs calcular a probabilidade sem contar com a selecção natural ou contando com ela, mas a realidade é que Dembski nunca calculou as probabilidades relativamente ao processo evolutivo como ele é proposto, relativamente à acção da selecção natural.  

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Tiktaalil e Panderichthys (Adenda)

A importância do Tiktaalik na história evolutiva mantém-se. No entanto, o Panderichthys demonstra melhor que os nossos dedos são provenientes de estruturas dos peixes ancestrais, demonstrando melhor essa transição.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Epic fails



Não, não são epic fails dos criacionistas desta vez*.


*Nota: Para o mais recente epic fail criacionista procurem o texto sobre evolução de proteínas em que Douglas Axe e Anne Gauger disseram que uma proteína contemporânea não podia evoluir para outra sua “prima” (mas acho que já ficou tudo esclarecido, não?).