sexta-feira, 5 de julho de 2013

Filogenética: Ferramentas Online Básicas (reeditado)

    • Pesquisa de homólogos:

    http://blast.ncbi.nlm.nih.gov/Blast.cgi?PROGRAM=blastp&BLAST_PROGRAMS=blastp&PAGE_TYPE=BlastSearch&S - Usar o accession number (e indicar a base de dados) ou a sequência em formato FASTA – exemplo: P09405; base de dados: Swiss-Prot. Seleccionar o algoritmo: blastp (proteína-proteína). Seleccionar o número máximo de sequências a apresentar.
    Após realizar a pesquisa deve-se clicar no accession number para aceder à sequência.

    • Alinhamento de sequências e construção da árvore filogenética:
    1. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/nuccore/x01714 - sequências (genéticas) em formato FASTA

    (ou http://www.uniprot.org/batch/ para proteínas no mesmo formato e noutros)

    2. http://www.phylogeny.fr/version2_cgi/one_task.cgi?task_type=clustalw – alinhamento das sequências pelo clustalw

    3. http://www.ebi.ac.uk/Tools/phylogeny/clustalw2_phylogeny/ - construção da árvore filogenética com o clustalw 



    Notas: 

    Vai aparecer uma evidencia da evolução, que são as semelhanças que vemos no alinhamento que sugerem que os genes/proteínas estão relacionados, relacionando assim (no caso dos ortólogos) também as espécies de onde estes vieram. A árvore filogenética serve para ver exactamente como é que eles estão relacionados.  
    É ainda necessário considerar durante um processo de investigação a possibilidade de evolução convergente. Não é algo de muito frequente a nível molecular, mas acontece.  
    Na minha área, uma das aplicações da filogenética é no campo da virologia, que nos pode ajudar a construir a história evolutiva dos vírus em vários pacientes que recebem tratamento anti-viral.

    P.S. Esclarecimento: na nota acima, anteriormente, tinha (sem querer) dado a entender que quando se faz uma análise filogenética já se parte do pressuposto que as semelhanças são devidas à ancestralidade comum, o que não está correcto. A homoplasia é tida em conta, ao ponto de se adoptarem estratégias (por exemplo, o uso de vários loci – abordagem filogenómica) para atenuar esse problema. No entanto, a homoplasia molecular não é muito frequente (como eu também referi), embora também não se assuma tal coisa ao construir árvores filogenéticas. 

A segunda lei da termodinâmica (como de costume) (Adenda)

No texto com este mesmo título (“A segunda lei da termodinâmica (como de costume)”) referi-me ao aumento de entropia no Universo de um modo geral, mas não é necessário ir tão longe:

- Mesmo que a evolução provoque uma diminuição na entropia: o fluxo de entropia por segundo, ou seja o fluxo da absorção da energia solar e a libertação da radiação para o espaço total da Terra, é um trilião de vezes superior à diminuição da entropia devida á evolução, isto é, a própria Terra “compensa” isso.

Criacionismo = Fail.

Ref.:

- Styer DF (2008) Entropy and evolution. Am J Phys 76(11):1031-1033. (disponível em: http://www.fisica.net/epistemologia/STYER_Entropy_and_Evolution.pdf) (via Panda’s Thumb, P. Z. Myers)



P.S.: Quem teve Física e Química no secundário provavelmente tem bases para compreender o artigo publicado no American Journal of Physics.  

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Evolução e sequências Fibonacci

O girassol (Helianthus annuus) é uma inflorescência, ou seja, é constituído por mais do que uma flor, mas funciona como um todo e parece que é apenas uma. É constituído por flores estéreis na parte mais exterior e no interior por flores hermafroditas. Estas últimas desenvolvem-se de baixo para cima, organizadas de acordo com a famosa sequência Fibonacci. Em termos selectivos, um cenário possível é que este padrão permite conter muitas flores em menos espaço (a organização mais eficiente) (1), o que pode trazer obviamente alguma vantagem selectiva, contribuindo para aumentar o sucesso reprodutivo.
Ao nível dos genes envolvidos na evolução do padrão do girassol, o gene HaCYC2c, do tipo CYC (classe TCP de factores de transcrição) é importante no desenvolvimento da simetria floral. A perda de função desse gene vai também permitir que as flores estéreis passem a hermafroditas (2, 3). Como nos animais, os genes envolvidos em mudanças na simetria e planos corporais são factores de transcrição envolvidos no desenvolvimento.

Isto é péssimo para os criacionistas que pensam que o fenómeno das sequências Fibonacci é devido á vontade do seu deus particular.  

Referências:

1.     Introduction to landscape design - Google Books. Motloch, John L (2000-08-25). 

Evolução e números primos


O género Magicicada é constituído por espécies que durante especificamente 13 ou 17 anos (números primos) desenvolvem-se no solo, passando por 5 etapas de desenvolvimento larvar e alimentam-se de fluidos de raízes durante esse período. Estes insectos são designados em linguagem corrente por cigarras. Após o período de desenvolvimento, as cigarras acasalam (e cantam) durante apenas algumas semanas. As Fêmeas põem os ovos e de seguida os progenitores morrem. Os ovos eclodem para substituir a geração anterior.
Uma explicação evolutiva com pouco detalhe é que os períodos em torno dos números primos são devidos ao facto disso limitar a oportunidade dos predadores de sincronizarem com as cigarras (1). Os cientistas procuraram uma resposta para o facto dos períodos serem exactamente de 13 ou 17 anos (2). Os investigadores Koenig e Liebhold analisaram 45 anos de dados da “North America Breeding Bird Survey” e verificaram que a população de pássaros, que se alimentam de insectos, tende a decrescer durante os anos em que estas emergem. Uma boa explicação para todas estas observações é que de acordo com o ciclo das cigarras ocorram alterações na floresta a longo termo que provoquem a diminuição do número de pássaros ao fim de 13 ou 17 anos, como por exemplo a grande quantidade de insectos mortos que pode fertilizar o solo, levando ao crescimento de mais vegetação, o que pode a longo termo ser prejudicial aos pássaros. São necessários mais estudos relativamente ao assunto.
Diferentes espécies desenvolveram diferentes ciclos de 17 ou de 13 anos. Os 3 grupos de espécies existentes experienciaram pelo menos um episódio de divergência em ciclo de vida desde a última era glaciar. A hipótese levantada por alguns cientistas (3) é que, apesar de origens independentes, os 3 grupos de espécies alcançaram as suas distribuições coincidentes actuais porque a sincronização do ciclo de vida de congéneres invasores para a população residente permitiu escapara aos predadores. As divergências no ciclo de vida repetidas, suportadas pelos dados, sugerem uma base genética comum para os 2 ciclos de vida nos 3 grupos de espécies. 
É assim que se faz: primeiro investiga-se e depois tiram-se conclusões (e não o contrário). E se for necessário ainda mais esclarecimento sobre o assunto, continuam-se os estudos (como espero que seja o caso).  

Referências:


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Evolucionismo teísta: a adaptação do cristianismo á ciência moderna (Adenda)

Alguns evolucionistas teístas propõem que deus é responsável por algumas mutações genéticas, sendo a sua acção imperceptível. Li um texto que critica essa posição, «O Melhor Argumento para o “Evolucionismo Teísta”» (http://haeckeliano.blogspot.pt/2013/05/o-melhor-argumento-para-o-evolucionismo.html), pelo biólogo Fábio Machado. Este chama a atenção para a irrelevância da intervenção divina para «entender qualquer padrão geral» e para o facto de não existirem evidências de que isso alguma vez aconteça ou tenha acontecido (a hipótese não é testável). A Teoria da evolução é compatível com a intervenção do tipo de deus aqui descrito (que está muito longe da versão tradicional do deus judaico-cristão), no entanto limita o seu escopo à irrelevância. É claro que esta posição é totalmente anti-científica, pois é baseada em fé e não em evidências, não havendo sequer a possibilidade de ser testada. 

Actualização

O máximo que se pode fazer em relação a isto é recorrer à regra da parcimónia: os mecanismos básicos da evolução - mutações aleatórias, deriva genética e selecção natural funcionam bem para explicar o que observamos nos seres vivos (*) e se os mesmos mecanismos + deus também funcionam bem, a hipótese mais parcimoniosa (a) seria a primeira, ou seja, a hipótese sem deus seria a escolhida em vez da outra (b). É realmente possível que isso aconteça, assim como também é possível que existam duendes microscópicos e não-detectáveis a guiar o funcionamento de cada célula de cada ser vivo, mas se pelo que sabemos isso não é necessário, então não vale a pena incluir deus nem os duendes dos genes ou as fadas das proteínas.  
Depois de todas estas considerações, tenho ainda a dizer que isto nem sequer é um argumento a favor do evolucionismo teísta, mas sim a favor da compatibilidade entre a teoria da evolução e a intervenção divina nas nossas origens e no mundo vivo. Ainda assim, a regra da parcimónia faz com que a hipótese de que deus intervenha desse modo não seja a preferida. 

* Nota: Uma mutação benéfica ou neutra num determinado contexto é perfeitamente possível que ocorra naturalmente - por exemplo, no caso das bactérias e da resistência aos antibióticos não faz sentido ser um deus benevolente a provocá-las e ainda assim elas acontecem (assim como não faria sentido um deus malevolente proporcionar mutações benéficas aos seres humanos). Nem faria sentido permiti-las, sequer.      

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a.) Um texto bastante bom sobre parcimónia: http://ktreta.blogspot.pt/2011/09/parcimonia.html
b.) Uma discussão intressante sobre este assunto (que me inspirou para actualizar este texto decorreu no "Sandwalk" (esta pode ser encontrada aqui: http://sandwalk.blogspot.pt/2013/12/exan-questions-for-2nd-year-students-in.html#comment-form)

  

Evolucionismo Teísta: a adaptação do cristianismo á ciência moderna

Os cristãos (sobretudo os católicos) têm tentado adaptar o relato de Génesis sobre as origens (de onde provém o criacionismo) ao consenso científico como, por exemplo, a evolução (tanto o facto, como a teoria) e a idade da Terra de 4,5 biliões de anos, afirmando que o relato da criação divina de Adão e Eva é uma metáfora que apenas transmite o acto de deus ter criado o universo (e previsto a origem e evolução da vida na Terra). Mas não faria mais sentido se deus revelasse ao Homem o modo como a criação ocorreu para não haver confusões? Claro que sim. Além disso não me parece que o conto tenha sido escrito como metáfora, mas sim como um conto etiológico, provavelmente para explicar as origens ás crianças de um modo simples e á luz do conhecimento da época sobre o assunto (que não existia). As pessoas podem interpretá-lo como quiserem. O que acontece é que interpretá-lo como uma metáfora não faz sentido, pois só daria origem a confusões, o que não é próprio de um deus benevolente, omnisciente, omnipotente, etc. Faria mais sentido que um deus desses revelasse ao Homem exactamente como as coisas tinham ocorrido para que não se originassem as confusões que já se originaram.

 Á luz da ciência moderna, o que passa a fazer sentido é que o génesis nada tenha de factual, tal como outros contos etiológicos, pois a teoria da evolução é a hipótese que está de acordo com as observações e não o relato do génesis (ou qualquer outra invenção criacionista a partir deste). Como já deixei claro anteriormente, a interpretação da metáfora também não faz sentido. Então, o cristianismo fica sem deus criador (seja do universo, seja de Adão e Eva) e com um mito de ressurreição semelhante a outros. Na prática fica sem nada. 

«Meyer’s Hopeless Monster»

 Li (outra vez) a revisão («Meyer’s Hopeless Monster», Panda’s Thumb) do artigo de Stephen C. Meyer, “The origin of biological information and the higher taxonomic categories publicado na revista “Proceedings of the Biological Society of Washington”, por Nick Matzke, Alan Gishlick e Wesley R. Elsberry, citada neste artigo «Review: “Darwin’s Nemesis”» no site do NCSE (http://ncse.com/rncse/26/6/review-darwins-nemesis). O artigo de Meyer foi publicado, mas depois foi repudiado, devido ao facto da revisão não ter sido realizada correctamente. O artigo era suposto ser de revisão, mas Meyer foi um perfeito incompetente no que respeita à consulta e análise da literatura científica sobre a origem de novos genes e proteínas (por exemplo, por duplicação), sobre a “explosão” do Câmbrico (relativamente aos fósseis de transição existentes) e sobre função proteica (valores probabilísticos determinados mais elevados do os que Meyer refere e uso de um alvo muito restrito nas estimativas referidas – o caso da enzima defeituosa de Douglas Axe). Meyer cita Michael Denton sobre o isolamento de sequências (impossibilidade de conversão entre elas). Meyer citou uma publicação de 1986 (!?), apresentando uma posição que deixou de ser defendida por Denton (Denton, 1998), que se retratou diante das evidências moleculares a favor da evolução. Além de tudo isto, Meyer fez uso do termo CSI, mas de um modo bem distinto do original de Dembski, o que só provoca mais confusão e não contribui em nada para o esclarecimento desse assunto. Depois disto tudo, será que há ainda alguém que acha que este artigo devia ter sido publicado numa revista científica que pretenda manter a credibilidade? Se ainda há, é porque não leram o artigo de Stephen Meyer criticamente, não leram a revisão, não leram o meu texto ou não perceberam / não quiseram perceber o que leram.

Referências (fornecidas pelos autores da revisão):

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