quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Evolução? Os genes dizem sim!

Quando pensamos na evolução das baleias, pensamos que o facto de as baleias serem mamíferos (as evidências preliminares) indica-nos que devemos encontrar mais evidências de que as baleias descendem de animais terrestres quadrúpedes. E essas evidências foram encontradas no genoma das próprias baleias e no seu desenvolvimento. Durante o mesmo, é observado o desenvolvimento de membros posteriores e de pêlos que depois são perdidos, á semelhança do que ocorre nos seres humanos, que evoluíram para terem menos pêlo do que os seus ancestrais.
E o que nos dizem os genes? Os genes contam-nos a mesma história que as observações durante o desenvolvimento.
Alguns dos genes conhecidos por serem utilizados em todos os mamíferos, para a formação de dentes eram os candidatos do costume: os produtos dos genes da ameloblastina, amelogenina e da enamelina são todos utilizados na formação do esmalte dos dentes, a estrutura mais dura do esqueleto dos vertebrados. Cientistas foram procurar esses genes em várias espécies de baleias sem dentes. Os resultados mostraram que todas as espécies estudadas tinham efectivamente estes três genes presentes como pseudogenes. Encontrar esses genes como pseudogenes em baleias sem dentes era exactamente o que a evolução previra, mas havia um problema: nenhumas das mutações que removeram as funções destes três genes foram compartilhadas entre as diferentes espécies, sugerindo que estes genes perderam a sua função de forma independente nas espécies estudadas. Este achado estava em desacordo com os dados do registo fóssil, o qual sugeria que os dentes foram perdidos apenas uma vez, e no início da linhagem que conduz a todas as baleias sem dentes modernos. Assim, os investigadores pareciam ter duas linhas de evidência que se contrariavam uma á outra. O registro fóssil sugere que a perda dos dentes ocorreu uma vez no ancestral comum de todas as baleias sem dentes, mas esses três genes parecem ter sido inactivados independentemente, várias vezes, o que sugere que a perda de dentes deveria acontecer mais tarde na evolução.
Uma explicação proposta para a aparente discrepância (entre várias propostas) era de prever que um quarto gene necessário para a formação do esmalte foi perdido no início da evolução dessas baleias. A perda de qualquer gene necessário para a formação do esmalte seria suficiente para impedir o processo como um todo. Neste caso, a perda deste quarto gene impediria a formação de esmalte dos dentes, embora as sequências genéticas dos outros três genes de esmalte ainda estaria intacto. Uma vez que a função esmalte estava perdido, mutações aleatórias nos genes do esmalte restantes poderia, então, acumular-se mais tarde na evolução depois da especiação neste grupo já estar em andamento. Para testar esta hipótese, o grupo de investigadores foi à caça de outros genes do esmalte em baleias sem dentes. E encontraram: um quarto gene, necessário para a produção de esmalte, e transformado com a mesma mutação em todas as baleias sem dentes modernos. O gene em causa foi destruído quando um elemento genético móvel (transposão SINE) se inseriu neste, dividindo-o em dois, tendo destruído a sua função.

O fato de que o mesmo a mesma mutação de inserção num local idêntico é encontrado em todas as espécies sem dentes modernas indica que esta mutação aconteceu uma vez num ancestral comum e, em seguida, foi herdada por todo o grupo.

E que mais nos dizem os genes das baleias? As baleias também têm um pseudogene para o factor XII da cascata de coagulação sanguínea, isto é uma versão do gene presente nos mamíferos terrestres. Isso está de acordo com o previsto pela evolução e demonstra que as baleias possuem um ancestral comum com outros mamíferos.

Referências:

- Semba U, Shibuya Y, Okabe H, Yamamoto T (1998) Whale Hageman factor (factor XII): prevented production due to pseudogene conversion. Thromb. Res. 90: 31– 37. (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9678675)


- Meredith, R.W., Gatesy, J., Cjeng, J., and Springer, M.S. (2011). Pseudogenization of the tooth gene enamelysin (MMP20) in the common ancestor of extant baleen whales. Proceedings of the Royal Society B: 278 (1708); 993 – 1002. (http://rspb.royalsocietypublishing.org/content/early/2010/09/16/rspb.2010.1280.full.pdf)

Ateísmo e inteligência: os ateus são mais inteligentes?

Os ateus são mais inteligentes? Um estudo publicado na revista “Intelligence” revela que sim, baseando-se nos resultados dos testes de QI. As diferenças nos testes de QI podem não reflectir as diferenças relativamente às habilidades inatas, pois a instrução pode ajudar a melhorar os resultados. Isso apenas se aproxima do real se as pessoas tiverem o mesmo nível de instrução ou níveis próximos. Se considerarmos a inteligência como esse todo (educação e capacidades inatas), podemos considerar que sim. A explicação do autor do estudo para essa observação é a seguinte: «Se a pessoa é mais educada, tem acesso a teorias alternativas de criação do mundo. Por isso, o QI alto leva à falta de religiosidade». E quem já nasceu com mais capacidade que outros, tem mais facilidade em aprender. É de notar que a maioria dos cientistas (abrangendo todas as áreas) não acredita em deus, sendo encontrada a maior percentagem na área da biologia.
Há ainda que ter em consideração que muitos dos cientistas que acreditam em deus têm provavelmente uma posição muito próxima do deísmo, e não tanto da abordagem bíblica, visto que 95% dos que abrangem todas as áreas, incluindo engenharias e ciências computacionais, aceitam a teoria da evolução e mais de 99% dos que trabalham nas áreas das ciências da Terra e da vida.
De tudo isto se pode concluir que o “nível de religiosidade” diminui à medida que aumenta o nível de instrução e a inteligência.

Ser ateu não torna ninguém mais inteligente, mas é por ser inteligente que sou ateia. 


Ref.:


Cusquice: Rihanna está a transformar-se numa freira?

Rihanna nunca foi associada com o cristianismo, tendo sido até especulado que ela seguia uma espécie de culto neo-pagão ou até mesmo que era satânica. É também conhecida por vídeos e músicas de cariz sexual. Além de tudo isso, no primeiro mandato do presidente Obama, em Janeiro de 2009, cantou para este numa inauguração (Obama pode ser muita coisa, mas cristão é que não é). No entanto, em meados de 2012, Rihanna começou a revelar (via Twitter) que, pelo menos nessa data, se identificava com o cristianismo. Rihanna começou a publicar versos Bíblicos (por exemplo, sobre perdão – talvez relativamente ao ex-namorado, Chris Brown) e além disso, afirmou ser “fã” dos ensinamentos de Joyce Meyer, escritora de livros de auto-ajuda e pastora evangélica, afirmando também a sua fé na seguinte frase: «Whatever may be your task, work at it from the soul, as it was something done for Jah* and not for men,» e revelou, também em 2012 que a sua nova tatuagem nas costas simboliza deus (pelo menos para ela). Não é que para retirar algo positivo da Bíblia seja necessário ser cristão devoto; nem é necessário ser cristão. Mas o que ela disse nas entradas sobre os ensinamentos de Joyce Meyer deixou claro que Rihanna é cristã (se antes não era, passou a ser) e é bastante devota. E mais ainda: ela parece estar a transformar-se numa freira: numa entrevista em Maio de 2012 ficou muito chateada quando lhe perguntaram se queria reatar com o ex-namorado e afirmou (escandalizada) que vivia para si própria e para deus e não para os meios de comunicação. Mas as imagens, cuja publicação se seguiu á entrevista, sugerem que ela é tudo menos uma “freira”, que vive para si própria e para deus bem como os vídeos dela desde essa altura – “faz o que eu digo, não faças o que eu faço”?
De qualquer modo, a sua devoção parece verdadeira. Esta mudança radical de atitude perante a religião (porque houve uma mudança evidente) parece derivada dos vários desgostos amorosos da cantora com Chris Brown (e outros, possivelmente). Digo isto porque a primeira referência a deus da cantora (que eu conheço) foi na altura do escândalo de violência doméstica com o ex-namorado Chris Brown: «My friends and family have been extremely supportive, and everyone has been there for me. But at some point you are there alone. It’s a lonely place to be – no one can understand. That’s when you get close to God.»
A partir daí ficou praticamente silenciosa sobre o assunto. Em 2012, quando os problemas com Chris Brown voltaram á superfície, ela virou-se para a religião de novo, o que é de espantar depois do que os cristãos disseram dela por todo o mundo.  
Outra hipótese é que seja uma manobra publicitária para ficar associada a Joyce Meyer e aumentar a sua popularidade. Mas se isso é verdade ela que não se esqueça que pode ganhar uns, mas perder outros.

Nota: Jah = Jeová.

Sites consultados:








segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Porque é que virtualmente todos os cientistas aceitam a teoria da evolução?*


Encontrei um vídeo que dá vários exemplos de dados da anatomia comparada, da embriologia, da genética molecular e da paleontologia que apoiam a teoria da evolução, enfatizando não apenas a existência de semelhanças, mas a existência de um padrão específico de semelhanças e diferenças. São também destacadas previsões nestes campos que foram cumpridas. Aqui está ele:



Deste modo estão resumidas algumas razões pelas quais virtualmente todos os cientistas aceitam a teoria da evolução.

Referências (apresentadas na descrição do vídeo):

- Sources: Gilbert, S. F. (1997) Developmental Biology. Fifth edition. Sinauer Associates.
- Carroll, R. L. (1988) Vertebrate Paleontology and Evolution. New York, W. H. Freeman and Co.
- Futuyma, D. (1998) Evolutionary Biology. Third edition. Sunderland, Mass., Sinauer Associates.
- Gould, S. J. (1990) "An earful of jaw." Natural History 3: 12-23.
- Kardong, K. V. (2002) Vertebrates: Comparative Anatomy, Function, Evolution. Third ed. New York: McGraw Hill.
- Rubin, G. M. et al. (2000) "Comparative Genomics of the Eukaryotes." Science 287: 2204-2218.
- Schmid, K. J., and Tautz, D. (1997) "A screen for fast evolving genes from Drosophila." Proc. Natl. Acad. Sci. USA. 94: 9746-9750. http://www.pnas.org/cgi/content/full/...
- Sereno, P. C. (1999) "The Evolution of Dinosaurs." Science 284: 2137-2147.
- Smit, A. F. A. (1996) "The origin of interspersed repeats in the human genome." Current - Opinion in Genetics and Development 6: 743-748.
- Thornhill, R. H., and Ussery, D. W. (2000) "A classification of possible routes of Darwinian evolution." Journal of Theoretical Biology 203: 111-116.
- Voet, D., and Voet, J. (1995) Biochemistry. New York, John Wiley and Sons.
- Williams, G. C. (1992) Natural Selection: Domains, Levels, and Challenges. New York, Oxford University Press.
- Scarpulla, R. C., and Nye, S. H. (1986) "Functional expression of rat cytochrome c in Saccharomyces Cerevisiae." Proc Natl Acad Sci 83: 6352-6.
- Shimamura, M., et al. (1997) "Molecular evidence from retroposons that whales form a clade within even-toed ungulates." Nature 388: 666.
- Smit, A. F. A. (1996) "The origin of interspersed repeats in the human genome." Current Opinion in Genetics and Development 6: 743-748.
- Stewart, C. B. and Disotell, T. R. (1998) "Primate evolution - in and out of Africa." Current Biology 8: R582-588. [PubMed]
- Svensson, A. C., N. Setterblad, et al. (1995) "Primate DRB genes from the DR3 and DR8 haplotypes contain ERV9 LTR elements at identical positions." Immunogenetics 41: 74.
- Sverdlov, E. D. (2000) "Retroviruses and primate evolution." BioEssays 22: 161-171.


* Nota: Cerca de 99%

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A Rainha Negra: Esta carta eu não quero.

Parte da complexidade dos genomas e o aumento bruto do seu tamanho podem ser explicados por uma combinação de fatores não-adaptativos - como a dominância da deriva genética associada a perda de eficiência da selecção natural em populações pequenas, e adaptativos indirectos como os associados aos simbiontes, comensais e parasitas genómicos que povoam os genomas dos seus hospedeiros. O genoma pode ganhar genes, mas também pode perdê-los. Isso pode ser através da dispensabilidade dos mesmos ou pode mesmo haver vantagem selectiva na sua perda. Esta é a hipótese da rainha negra (1): A hipótese foi assim designada em função da Dama de Espadas no jogo de copas, onde a estratégia habitual é evitar ficar com esta carta. 
A hipótese da rainha negra propõem-se a explicar a evolução através da redução que acontece em microrganismos de vida livre habitantes de comunidades complexas que, muitas vezes, perdem genes fundamentais. Como já foi mencionado, a perda na evolução de espécies de vida livre parece envolver selecção, ou seja, parecem haver vantagens reprodutivas devido a tal perda. Essas vantagens podem levar a que os micróbios, ao perderem certos genes, se tornem dependentes do metabolismo de outras espécies, quer para a produção de certos compostos essenciais, quer para a destoxificação de outros.
Esta hipótese faz uma previsão: a perda de uma função metabolicamente custosa, mas que seja a origem de bens comuns (na comunidade de micróbios) seria selectivamente favorável ao nível dos indivíduos, pois estes organismos poderiam contar com a produção desses bens, pelo menos, enquanto estes puderem sustentar a comunidade. Este tipo de evolução daria origem a beneficiários que iriam adquirir a vantagem do seu conteúdo genómico reduzido e benevolentes dos quais dependeriam os primeiros tipos de microrganismos que seriam dependentes da produção/degradação de certas moléculas realizada por outros. Quem se debruçou sobre o assunto foi Richard Lenski (et al), cuja pesquisa foi publicada na revista “mBio” (American Society for Microbiology) com o título “The Black Queen Hypothesis: Evolution of Dependencies through Adaptive Gene Loss”

Refs.:


Selecção sexual: O tamanho importa…

Cientistas australianos avaliaram quais as características que afectavam a atracção das mulheres pelo corpo masculino.
O estudo publicado na revista PNAS mostra que o tamanho importa. Os investigadores da Universidade Nacional da Austrália analisaram a reacção de um grupo de mulheres a 343 formatos de corpos masculinos diferentes e descobriram que existem algumas características que deixam um homem mais atraente, entre elas o tamanho do pénis.

Amostragem e Métodos: Para descobrir se as mulheres realmente acham o tamanho importante, investigadores da Universidade Nacional da Austrália realizaram uma pesquisa com 105 voluntárias heterossexuais australianas. Elas foram apresentadas a uma série de figuras masculinas geradas por computador, que variavam em três características: tamanho do pénis (em estado flácido), altura e proporção entre ombros e cintura (pesquisas anteriores já haviam mostrado que homens com altos valores nas duas últimas características são mais atraentes). As figuras mostravam sete variações em cada uma dessas características, fornecendo, ao todo, 343 formatos diferentes de corpo. As mulheres tinham de avaliar cada figura conforme sua atractividade, ajudando assim os investigadores a descobrir quais as características que eram mais importantes.  

Resultados:  Ao analisar os dados, os autores do estudo descobriram que as três características importavam para medir o quanto uma mulher considerava o corpo de um homem atraente. Descobriram que a característica mais importante para um homem ser considerado atraente é a proporção entre o tamanho dos ombros e a cintura. Em seguida, aparecem empatados a altura e o tamanho do pénis. Essas características também se relacionam entre si, e as mulheres consideraram o tamanho dos órgãos genitais mais importante entre os homens mais altos e com maiores proporções entre ombro e cintura.

Selecção natural e sexual: O tamanho médio do órgão sexual masculino, entre os humanos é o maior dos grandes primatas – os parentes evolutivos mais próximos. O gorila, por exemplo, apesar de poder chegar até os 2 m de altura, tem um pénis de apenas quatro centímetros – o humano, flácido, tem um tamanho médio de 9 centímetros e de 14 centímetros erecto. Isso costuma ser explicado pela taxa de sucesso que os diferentes tipos de pénis têm na hora da fertilização: tenderiam a ser seleccionados os órgãos sexuais responsáveis pelos maiores índices de sucesso reprodutivo. Os cientistas, contudo, dizem que o tamanho dos genitais masculinos também pode ser produto de selecção sexual, e a preferência feminina teria, nesse caso, ajudado a seleccionar pénis cada vez maiores na espécie humana.
Os índices de atractividade também estiveram relacionados com o biótipo da mulher que avaliava as figuras. Quanto mais alta fosse a voluntária, mais importância era atribuída à altura masculina. Também houve uma pequena tendência para as mulheres mais gordas darem mais importância ao tamanho do órgão sexual.  
Os cientistas dizem que é difícil explicar as origens dessas preferências femininas, que podem ter causas tanto culturais quanto biológicas. Mas concluem que, independente do mecanismo por trás disso, o resultado do estudo apoia a hipótese de que as escolhas de companheiros por parte das mulheres pode ter levado à evolução de maiores pénis nos seres humanos. É importante ressaltar que essa preferência tem origens pré-históricas, quando não se usavam roupas.  


Refs.:

- Revista Veja


- Penis size interacts with body shape and height to influence male attractiveness, Brian S. Mautz et al (PNAS) (resumo disponível em: http://www.pnas.org/content/110/17/6925.abstract

“The edge of evolution”: revisão III

Como já referi anteriormente, Michael Behe calculou a probabilidade de duas mutações ocorrerem em simultâneo. Para Behe, a baixa probabilidade de duas mutações ocorrerem em simultâneo (na mesma célula) diz-nos que a ocorrência é impossível (por causas naturais). Mas os cálculos de Behe estão muito longe de abordar a situação real, como também já referi. No entanto, há quem continue a afirmar que Behe está correcto (criacionistas como ele (*a)). Mas o biólogo Steve Matheson (biologia celular) explicou (mais uma vez) porque é que Behe estava errado e os cálculos não tinham nada de realista (*b) o problema é exactamente este: não se pode fazer esses cálculos como se os eventos fossem ocorrer na mesma célula (em simultâneo), quando há vários possíveis descendentes onde pode aparecer a segunda mutação ou quando a mutação se pode fixar (até por deriva genética). Parece é que os criacionistas não conseguem admitir que os seus ídolos (como Behe, por exemplo) estão errados e que isso é mais uma razão para a hipótese da criação permanecer no caixote do lixo onde tem estado desde o tempo em que Charles Darwin publicou a sua obra prima, “A Origem das Espécies”. Acabou. Ou os criacionistas aceitam isso ou então convém calarem-se para não fazerem más figuras. O que mantém o criacionismo vivo é que as pessoas religiosas têm necessidade de um “pai do céu” (e não uma entidade que apenas criou o universo, à semelhança do deus dos deístas), tal como por vezes as crianças têm necessidade de ter amigos imaginários. 

*Notas: a.) Michael Behe demonstrou no seu primeiro livro uma posição mais “soft” relativamente à ideia do design inteligente. Ele apontava apenas para certos casos particulares que ele designou como irredutivelmente complexos, enquanto que neste parece estender a sua opinião sobre o criacionismo do design inteligente até a um banal par de mutações. Behe é um criacionista no sentido estrito (embora não acredite numa terra jovem) e não um “evolucionista teísta”. Li que Behe era católico. Mas será que passou a ser evangélico? Se não passou, parece.
              b.) Behe and probability: one more try (disponível em: http://sfmatheson.blogspot.pt/2010/04/behe-and-probability-one-more-try.html#more) – é de leitura recomendada