segunda-feira, 16 de setembro de 2013
E as "portas" respondem...
O mesmo criacionista que andou a encher de lixo a minha caixa de entrada da outra vez, desta vez resolveu encher a caixa de comentários de merda. Fica aqui um segundo comunicado (para os criacionistas): é favor não encher a caixa de comentários de merda. A merda que aparecer será varrida para onde diz "Spam". Obrigada.
Falar com um criacionista é falar com uma porta
Eu mandei um e-mail para os criacionistas deixarem de encher o meu e-mail de lixo (e deixei o mesmo recado na minha introdução do perfil do blogger). Não deu resultado. Um criacionista (tersiog@petrobras.com.br) voltou a encher mais um pouco da minha caixa de entrada com o lixo (desta vez insultuoso) proveniente da sua diarreia mental e verbal.
Sendo sincera nunca pensei que resultasse. É que falar com um criacionista é a mesma coisa que falar com uma porta.
Mantendo a diversidade
Alelos benéficos numa população podem nunca chegar a
fixar-se, mantendo-se a variabilidade genética (nenhum dos 2 alelos se fixa).
Além disso, as frequências alélicas são determinantes para que o alelo seja
“benéfico” ou “prejudicial”. Quem descobriu isto foi uma equipa de cientistas
portugueses que resolveram testar a teoria de Haldane, que tem sido utilizada
em genética de populações, usando uma população de C. elegans onde foi introduzido um novo alelo.
Descobriram que quando os invasores se saíam melhor do que
os outros, a introdução de mais indivíduos iria baixar a probabilidade de
extinção. Também confirmaram que a probabilidade de extinção é maior para
alelos prejudiciais do que para alelos benéficos, ainda que durante gerações se
pudessem manter indivíduos menos bem adaptados em frequências elevadas
(sobretudo em populações pequenas), ou seja Haldane estava certo no que se
refere á fase inicial de invasão.
Quando a equipa estudou a
probabilidade de fixação de um alelo benéfico (frequência = 100%), usando uma
população inicial com mais indivíduos com o novo alelo (frequência mais
elevada), os cientistas repararam na influência da frequência do alelo no seu
valor selectivo/ adaptativo.
O resultado desta dinâmica é que a diversidade pode ser
mantida por tempo indefinido, sem que nenhum dos 2 alelos se fixe na população.
A segunda parte do estudo sugere que para prever o destino
de novos alelos a longo prazo, devem ser desenvolvidos novos modelos teóricos,
embora aqueles que possuímos sejam óptimos para previsões a curto prazo
Nota (para os criacionistas): Isto não implica uma mudança
de paradigma, apenas uma expansão do conhecimento acerca do modo como as
populações evoluem. Esta nota vem a propósito deste disparate: http://darwinismo.wordpress.com/2013/08/15/9853/#comment-22029
Ref.:
“Fate of new genes cannot be predicted” (Disponível aqui:
Insectos robóticos e a evolução das aves
Ao testar uma barata robótica, os cientistas envolvidos
no projecto lançaram alguma luz sobre a evolução das asas e a origem do voo das
aves.
Devo lembrar que a teoria actualmente aceite afirma que as
aves são descendentes directas dos dinossauros e que as evidências fósseis são
imensas a favor desta, tais como as várias espécies de dinossauros com penas e
de pássaros ainda bastante parecidos com dinossauros.
Uma das questões que tem moído a cabeça dos biólogos é: Qual
seria a função inicial das asas, uma vez que, no início, o animal não iria
usá-las para voar, visto que não eram suficientes boas para isso?
Uma boa resposta pode ser a seguinte: ajudá-los a
manter o equilíbrio e a mexerem-se de uma maneira mais eficiente.
Esta é a conclusão de Kevin Peterson e Ron Fearing, da
Universidade de Berkeley (E.U.A.).
Estes cientistas estavam a estudar um pequeno robô com uma
mobilidade semelhante à de um insecto. o robô em questão, isto é, o Dynamic
Autonomous Sprawled Hexapod (DASH), foi inspirado numa barata.
Como o andar do robô deixava a desejar, eles resolver
instalar asas para ver se isso o tornava mais capaz.
Embora as asas tenham melhorado significativamente o desempenho do
DASH na corrida (passando de 0,68 metros por segundo (m/s) para 1,29 m/s) -
isso não seria suficiente para que ele levantasse voo.
Além de permitir que o voo planado, as asas permitem que o
robô suba em superfícies bem mais íngremes, passando de uma inclinação máxima
de 5,6 graus para 16,9 graus, condizente com o comportamento de um animal que
precise chegar muito alto para saltar, pelo que os cientistas pensam que isso é
um reforço para a hipótese de que o voo começou com animais que saltavam de
árvores e abriam suas proto-asas para planar.
O biólogo Robert Dudley, também de Berkeley, afirmou que a
barata robótica não é o melhor modelo para estudar o voo dos pássaros
porque esta tem seis pernas, e não duas, e as suas asas são de plástico
inteiriço, muito diferente de penas.
Por tudo isto, este experimento não é suficientemente
preciso. Mas este gostou da ideia do uso de robôs para estudar a evolução e
afirmou que o que esta experiência demonstrou foi a viabilidade de usar modelos
robóticos para testar a hipótese das origens do voo.
Então, agora devem ser construídos modelos mais semelhantes
aos dinossauros, cujos fósseis preservaram as primeiras penas.
Referências
- Experimental Dynamics of Wing Assisted Running for a Bipedal Ornithopter
Kevin C. Peterson, Ronald S. Fearing
IEEE Int. Conf. Intelligent Robots and Systems
Sept. 2011
(disponível aqui: https://robotics.eecs.berkeley.edu/~ronf/PAPERS/kpeterson-iros11.pdf)
- «Inseto robótico esclarece elo perdido entre dinossauros e
aves», Moisés de Freitas, 20/10/2011 – Inovação tecnológica (disponível aqui: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=inseto-robotico-elo-perdido-dinossauros-aves&id=010180111020)
Evolução guiada? Ou um deus imitador de partículas?
Alguns criacionistas acreditam que a evolução (aqui, apenas
significa mudança ao longo do tempo) dos seres vivos tem sido guiada por deus
(directamente), embora actuem também os mecanismos evolutivos conhecidos pela
ciência – isto é o que se pode designar por criacionismo progressivo. Um
exemplo de alguém que defende este ponto de vista é o filósofo cristão William
Lane Craig.
Um dos problemas com a posição acima referida é o facto do
termo “evolução” aqui empregue não ir de encontro àquilo que os cientistas
entendem como evolução. Outro problema (muito mais grave) é que, tanto quanto
sabemos, os mecanismos conhecidos a nível populacional e molecular são
suficientes para explicar o que observamos nos seres vivos e no registo fóssil.
Se os mecanismos naturais chegam para explicar as observações, deve-se escolher
a hipótese sem deus, pois este é desnecessário. Se a ideia é dizer que deus
imita os processos naturais, mas quer que acreditemos nele – ou então vamos
para o inferno, isso é uma contradição e essa posição não deve ser levada a
sério, também porque foge a qualquer tipo de teste a que possam querer submeter
a hipótese proposta. É a mesma coisa que dizer que é deus que faz com que
pareça que existem partículas virtuais, porque imita muito bem o efeito de
Casimir* (só para ilustrar o ridículo de tudo isto). Talvez seja um teste de fé
- estranho para quem deseja com muita, muita força que acreditem nele. Os seres
humanos têm que ter fé num deus imitador de partículas e não nas partículas em
si, ou então vai tudo para o inferno servir de ventoinha ao diabo. Agora
substituam partículas por mecanismos evolutivos (que são observados a ocorrer
actualmente) e, então, têm uma breve descrição daquilo em que muitos
criacionistas acreditam.
*Nota: Duas placas carregadas afectam fotões virtuais e
geraram uma força – ou uma atracção ou uma repulsão, dependendo do arranjo
específico das duas placas (The
Force of Empty Space, Physical Review Focus, December 3, 1998).
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
A espiritualidade de um ateu
O sentimento de admiração, de humildade perante um universo
tão vasto, que tem muito por conhecer, de onde surgiu a vida naquela pequena
porção que não é constituída por matéria e energia negra, e de unidade com esse
Universo é algo que se pode identificar como espiritualidade (num sentido não
religioso). Também para isso, deus não é necessário (e acreditar nele também não),
nem para fazer meditação (que pode ter realmente efeitos positivos na mente
humana (1)).
(Este vídeo também é interessante: Sam Harris - Atheist
Spirituality - http://www.youtube.com/watch?v=Q_1l90CovBk)
Ref.:
1. “Killing the Buddha” (Killing The Buddha, Sam Harris,
Shambhala Sun, March 2006 – disponível em: http://www.samharris.org/site/full_text/killing-the-buddha/
)
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Assinem isto (para quem é pro-ciência)
Assinem esta petição: http://act.engagementlab.org/sign/climate_parents_kentucky?referring_akid=.182201.uejDjM (eu já assinei)
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