terça-feira, 9 de abril de 2013

Origem da vida: uma perspectiva histórica


Como já todos sabem, Louis Pasteur refutou a hipótese da geração espontânea de Aristóteles (filósofo grego), com uma experiência que demonstrou contaminação nas anteriores sobre o mesmo assunto (isto até os criacionistas sabem).
Na década de 1950, Stanley Miller realizou experiências, incluindo uma experiência corrigida (com gases neutros) como sequela, nas quais demonstrou a facilidade de síntese de aminoácidos a partir de químicos mais simples.
Mais tarde houve várias sugestões de que os aminoácidos podem ter sido originados na Terra ou no espaço e estes estavam presentes no Meteorito de Murchison, alguns em excesso de enantiómeros (1), o que apoia a hipótese do espaço. A partir daí, os investigadores passaram a preocupar-se mais com a síntese de polímeros como péptidos, DNA, RNA (por exemplo, por catálise com argilas, entre outros), PNA (semelhante ao RNA) (2) até chegarmos ás pesquisas do Dr. Szostack, que explicam uma boa parte do processo que pode ter originado a vida, as quais mencionei em textos anteriores. A ambição deste cientista é produzir vida em laboratório e pelos vistos não falta tudo.
É claro que os criacionistas não devem gostar muito disto, mas paciência… Eu também não gosto de frequências e ainda hoje tive uma.

Referências:

domingo, 7 de abril de 2013

Por que não acredito em deus (Adenda)


Para quem não leu o texto sobre este assunto, nunca acreditei em deus: até determinada idade nunca dei importância ao assunto de existência/ inexistência de deus e quando passei a pensar bastante nisso, foi para me aperceber de que deus provavelmente não existia, tendo para isso contribuído a falta de evidencias a  favor da sua existência. Sempre (e “sempre” é desde que me foi explicado em casa) soube que evoluímos a partir de outros animais e de seres mais simples. Frequentei a igreja regularmente apenas por pouco tempo (até aos 8 anos) e os meus pais eram agnósticos.
Mas além de agnósticos, eles eram ateus e consideravam a religião cristã importante para a moral (ver isto: http://allthatmattersmaddy32.blogspot.com/2013/04/ateismo-agnosticismo-e-cristianismo.html ), bem como o contacto com a mesma [ideias da minha madrinha, que era muito católica] (posição que mais tarde abandonaram relativamente á moral cristã), pelo que na minha casa não se pregava a existência de deus nem a ressurreição de Jesus ou fosse de quem fosse. No texto “Por que não acredito em deus” abordei a questão da falta de evidências, mas nesta adenda vou abordar a questão da moral. Um dos assuntos relevantes no meu desenvolvimento foi a questão do mal: “Se deus existir e for um ser infinitamente bom, que tudo sabe e tudo pode, por que deixa todas estas coisas más acontecerem?”. Para mim isso não fazia sentido nenhum. E esta era mais uma razão para não acreditar em deus. Outra questão relacionada com a moral surgiu quando pesquisei um pouco sobre a descrição bíblica do fim trágico de Sodoma e Gomorra e descobri que deus tinha mandado assassinar pessoas. Mas que deus é este? Será que devo venerar esse deus horrível, mesmo que ele exista? Isso levou-me a pensar que deus não existia, mas que, se este existisse, era mau e não devia ser venerado. Quando cheguei a este ponto frequentava o 10º ano de escolaridade (teria entre 15 a 16 anos). Após este “boom” de descrença e aversão á ideia de deus, veio uma fase em que não quis pensar mais nisso durante bastante tempo. E até 2011, de facto não pensei mais no assunto. Quando voltei à velha questão da (in)existência de deus, atentei nas oportunidades que tinham sido dadas aos teístas para evidenciar a existência do seu deus, e que não deram em nada a favor destes, antes pelo contrário (ver isto: http://allthatmattersmaddy32.blogspot.com/2013/04/deus-nao-precisa-de-mais-oportunidades.html ). Assim, escolho não acreditar em deus.

Deus não precisa de mais oportunidades


No texto anterior ("Ateísmo, Agnosticismo e Cristianismo") falei da falta de evidências da existência de deus, entre outras coisas. Um dos exemplos que dei foi o do unicórnio em Marte: é impossível procurar em todo o planeta Marte por um unicórnio e no fim dizer que este não existe, pois podíamos não o ter visto, pode-se tornar invisível, etc. (é de notar que o crente em unicórnios marcianos poderia inventar o que lhe apetecesse relativamente a estes para fugir á falsificação). Esta falta de evidencias leva á descrença em deus ou deuses, sobretudo quando combinada com o conhecimento das várias oportunidades que os teístas (cristãos e outros) tiveram de evidenciar a existência dos seu deus. A mais famosa é a oportunidade de evidenciar deus através da confirmação do criacionismo. Mas em vez disso, o ser humano descobriu a evolução e possíveis explicações para a origem da vida. Existem ainda outros exemplos, como por exemplo a hipótese de que os trovões sejam o resultado da acção de deuses.

É claro que as pessoas podem recorrer a deuses que não fazem nada para além de proporcionar meios para o universo se originar. Mas evidências a favor dessa afirmação não existem e adorar esse deus (se é que se pode assim designar) é inútil. Também podem acreditar que a evolução estava nos planos de deus aquando da concepção do universo ou que deus interveio na evolução através das mutações, por exemplo (o caso da maioria católicos e de muito poucos evangélicos, pelo que sei até agora). Mas se não existem evidências disso ou se um deus desses não é do tipo de deixar evidências (como é o primeiro caso da primeira hipótese sobre a evolução e os planos de deus), então continua a não haver razão para acreditar nessas afirmações e mais uma vez os teístas falharam quando lhes foi dada uma oportunidade de demonstrar que deus existe. Em vez da existência de deus ser evidenciada, os teístas tiveram que fugir com o rabo á seringa e inventar mais umas quantas coisas sobre deus. 

Ateísmo, Agnosticismo e Cristianismo (Adenda)


A confusão sobre ser ateu e ser agnóstico (a qual já me apoquentou) pode ser proveniente do facto de se ficar com a noção de que ser ateu é saber que deus não existe e não ter falta de crença em deus ou acreditar que este não existe. É claro que podem existir ateus que dizem saber que deus não existe. Mas alguém que simplesmente não acredita em deus (normalmente por falta de evidências) e que não sabe ao certo se deus existe ou não é ateia. Normalmente este tipo de ateísmo é designado por ateísmo fraco (ou ateísmo negativo) e agnóstico. Fraco ou negativo porque afirma apenas a descrença em deus (em comparação com a afirmação da crença de que deus não existe), agnóstico porque não se sabe ao certo se deus existe ou não, e isto pode ser baseada na ideia de que deus é inatingível para ser refutado (não é propriamente como levantar uma pedra e constatar que não existem escaravelhos debaixo dela). Mas mesmo assim um deus que intervém na natureza pode deixar evidências e até agora nada. Parece que deus se quer esconder eternamente. Não há razões para acreditar que existe e isso chega.  

Ateísmo, Agnosticismo e Cristianismo



A palavra agnóstico refere-se ao conhecimento sobre a existência de deus - se podemos saber/ sabemos se deus existe. Ateísmo refere-se ao que acreditamos ou não relativamente à existência de deus - há ateus que simplesmente não acreditam em deus e ateus que acreditam que ele não existe.
Agnosticismo e ateísmo podem conviver sem contradição: uma pessoa pode ser ateia por não acreditar em deus e ser agnóstica porque não pode saber/ não sabe ao certo se deus existe ou não, aplicando-se o mesmo a fadas, unicórnios e elefantes cor-de-rosa. Não podemos fazer/ é difícil fazer uma pesquisa global para sabermos se existem ou não fadas; é impossível procurar em todo o planeta Marte por um unicórnio e no fim dizer que este não existe, pois podíamos não o ter visto, pode-se tornar invisível, etc. Com deus a situação é semelhante. Mas se este não deixa evidencias não há razões para acreditar nele. E esta é a minha posição neste assunto.

É claro que também podem existir pessoas que não se queiram pronunciar relativamente à crença em deus e sejam agnósticas - não sabem se deus existe ou não, nem querem saber.

E quanto ao cristianismo, este é compatível com o agnosticismo, tal como o ateísmo, pois pode-se acreditar sem afirmar que se sabe ao certo (normalmente por razões que o próprio admite só que só o convencem a si próprio). Mais uma vez, um refere-se ao que se sabe e o outro àquilo em que se acredita.

O ateísmo também é compatível com o cristianismo em certos aspectos. É claro que em termos de crença no sobrenatural (deus, ressurreição, anjos, etc), ateísmo e cristianismo são completamente incompatíveis, mas um ateu pode ser cristão no que respeita à afirmação da importância da religião cristã para a moral, através dos ensinamentos de Jesus, que são seguidos pelo ateu cristão.

Algumas pessoas que se auto-descrevem como ateus ou agnósticos frequentam a Igreja não por necessidade espiritual, mas para acompanharem os seus filhos, não só para que estes tenham conhecimento sobre a religião, mas também porque consideram essa religião importante a nível ético e moral (1).

Para terminar, ateísmo, agnosticismo e cristianismo (relativamente a ensinamentos morais) podem coexistir na mesma pessoa e sem qualquer incompatibilidade, pelas razões anteriormente referidas. A pessoa em causa sabe ao certo se deus existe? Não. Acredita em deus: Não. Segue os ensinamentos morais de Jesus? Sim.


Referências:


1. "Atheists Who Go to Church: Doing It for the Children", By COLUMN by LEE DYE | ABC News – Tue, Dec 6, 2011. http://news.yahoo.com/atheists-church-doing-children-225034079.html

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Jesus ressuscitou

Jesus ressuscitou.

"All the violence of god." Galt Aureus – Monolith




In the statuette,
you saw a monolith;
before the silent altar,
you hear commandment;
at the deepest well,
where your victims slept,
every chamber filled,
their gunpowder wet

She tore the teeth out
of every beast she called upon.
She's sewn a jaw now,
for all the violence of god.

In the statuette,
you saw a monolith;
before the silent altar,
you hear commandment;
at the deepest well,
where your victims slept,
every chamber filled,
their gunpowder wet;
you beg forgiveness,
of your statuette,
and pile the bodies up:
to see your monolith.

She scrapes the skin bare,
she strips our figures to the bone.
She's too deep in to forsake him:
the toothless god I know is only stone.